Gaia (Adoa Coelho)

Gaia é a personificação do antigo poder matriarcal das antigas culturas Indo-Européias. É a Grande Mãe que dá e tira, que nutre e depois devora os próprios filhos após sua morte. É a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo. Nos mitos gregos, os conflitos entre Gaia e as divindades masculinas representam a ascensão do poder patriarcal e da sociedade grega sobre os povos pré-existentes.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Morrer

Das roupas, dos carros, das casas, dos corpos, da cor da pele, da sexualidade, do género, da cultura, da religião, ...
nada se leva para além da tumba.

Podemos, no entanto, levar uma de duas

AMOR ou ÓDIO

E a escolha é nossa.



quinta-feira, 24 de julho de 2014

A comercialização do Amor


Uma pétala rasgada
rasgada
desenhou
desenhou um coração
um homem viu
viu
e
vendeu
vendeu o Amor
Amor.

E foi assim que se comercializou o que era belo e livre e grátis.

Adoa Coelho


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Opiniões e cabelos


A identidade do cabelo
está em quem o usa
e
manifesta-se
na sociedade
que
concorda
ou não.

Porque a sociedade gosta
de oferecer
a sua
opinião.

Esta é a minha...

(Sem imagem. Blah!)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Timoneiro

Quando era criança tinha uma máquina fotográfica imaginária e fazia as fotos mais fantásticas que sabia.
Só muito mais tarde pude dar azo ao dedo, mas muito controladamente. A fotografia analógica fica bastante cara. Agora, com as câmaras e a fotografia digital, pode-se fazer todas as fotos possíveis com o mínimo dos recursos. Ninguém me segura!
Recebi uma máquina fotográfica para o meu aniversário e estou a vingar-me do tempo e das fotos perdidas. Penso que agora me perdoarão...




Estou a dedicar-me mais à fotografia e com muito prazer.

Os meus trabalhos podem ser seguidos na página do Olhares.




sábado, 1 de fevereiro de 2014

Quem paga a conta?


Uma animação fabulosa mas algo perturbante.
Para reflectir.



sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Amor... Vivo?


Se o AMOR um dia transparecer...
que seja mais forte que o sexo.
que a raiva.
 e qualquer medo.
Se um dia o Amor transparecer,
que esteja VIVO.





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Criar



Criamos para existir?




Ou seremos criados pelas nossas criações?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O meu Lugar


Quando todos se calam por medo
a verdade fica por dizer
e a mentira toma-lhe o lugar.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Zero


Quantas vezes nos sentimos um zero, não por sermos um, mas por nos tratarem como tal e deixarmos de acreditar em nós? 




Tristes são as pessoas que precisam de deitar o outro abaixo para se sentirem um bocadinho mais altos.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nova Editora

A partir de agora todos os livros da série Ups! Engoli uma Estrela serão editados pela Nuvem d'Escrita.

O primeiro livro a sair vai ser o Ups! Engoli uma Estrela - Ver o Mundo, o segundo volume da série que irá sair em papel e e-book. Podem fazer já as pré-encomendas pelo e-mail da editora: nuvemdescrita@gmail.com


Em breve sairão capítulos de amostra e promoções.
Estejam atent@s às novidades!

Para já, vejam a nova capa




Que tal?

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Apresentação no TEDxCoimbra - Perseguir Sonhos


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Catedrais


Visto o cobertor da noite e ponho o chapéu da memória para escrever este texto.

Comer uma sardinha aqui (Alemanha) é comer peixe sem alma. Uma fartura daqui é massa gordurosa disforme. Faltam-lhes o tempero da memória, da recordação perdida nos anos em que caminhei em direcção ao Porto, ou pelo menos até à ponte para arranjar um lugar para ver o fogo de artifício. E o som dos martelos de plástico, especialmente sonoros nas cabeças dos polícias fardados em noite de turno misturado com gargalhadas cúmplices ecoa de novo. E as Fontainhas? É lá que moram as farturas saborosas, a cerveja fresca que a acompanha, o cheiro das sardinhas que faz escorrer água da boca... É lá que vive a memória e o sabor, os meus sorrisos e sonhos de infância ao ver tanta gente na rua, alegre e divertida. E os risos de amigos, família, uma ou outra pessoa que mais tarde me desfez o coração.
Até a recordação de aulas de desenho em grupo me assomem.

As memórias podem ter um peso marcante. Um marca-passos. Leva-nos o coração sem pudor. Rouba-nos o momento presente, retira o sabor de tudo para o encher de saudade. Quem deseja viver uma meia vida assim?

Perco o coração para o passado, assomam-se culpas e arrependimentos, cimenta-se a vontade de voltar a comer da infância e juventude.

O Peter Pan tinha um jogo preferido de faz-de-conta em que imaginava comer tudo o que desejava. Crescemos e não há Pan que resista. Não chega imaginar, quero o prazer dos dedos sujos, o nariz cheio, os olhos arregalados e o coração de volta ao peito.

Não me esqueci do doce Teixeirinha que aquece a tripa e depois a liberta. Ou quão defraudada me senti a última vez que a comi.


Ó meu rico S. João!

domingo, 9 de junho de 2013

As Horas



O Tempo 
marca passos
no vazio.

A vida
é o que
acontece 
sem horas
marcadas.

Por isso
o Tempo
não lhes tem
mão
e as horas
passam
desenfreadas.




domingo, 2 de junho de 2013

Sísifo


Assim vou de Castelo em Castelo.
Assim vou de Paixão em Paixão.
Tudo é seguro e fixo
Até ao momento (sempre precoce)
Em que tudo se desmembra e cai.
Fico sem Norte.
Busco-me.
Procuro-me sem fim.

Assim construo a minha Vida.
Assim construo o meu ser.
Tudo é seguro e livre
Até ao momento (sempre temível)
Em que tudo solidifica e prende.
Ganho um Sul.
Páro.
Estremeço e esmoreço na infinidade das certezas.

E

Assim vou de Castelo em Castelo.
Assim vou de Paixão em Paixão.
Tudo...



Um dia a mãe foi buscar-me ao infantário. Pelo caminho levava-me pelo ar. Íamos depressa, apenas podia colocar a ponta dos pés no chão para me ajudar a acompanhar o passo e impedir de cair. Olhava para cima, para o ar sério e apressado dela. Já em casa perguntei-lhe onde estava o pai. - Está na revolução... - disse com ar gravoso que ficou marcado aqui dentro desde então. Tinha dois anos e nunca poderei esquecer  este dia ou o seu significado.




Foi o dia em que comecei a crescer em liberdade.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dragonboy



Este filme de animação fez-me lembrar o Aniquibóbó e a cena em que os miúdos lutam por causa da rapariga... Foi tudo forjado para que eles andassem mesmo à luta e a cena ficasse o mais verídica possível. Eles, os miúdos actores, gostavam ambos dela!   :o)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pay it Forward




Basta que cada um de nós mude para o Mundo mudar.
Eu faço a minha parte.

E tu?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

As Minhas Histórias


Às vezes gostaria de apenas esquecer-me de quem sou. É um grande passo para cada pessoa - esquecer todas as histórias que nos construíram até agora e viver cada minuto como o primeiro. Claro que teria os inconvenientes da lógica. Esquecer de como se lê ou escreve, por exemplo, ou esquecer os nossos pais. Mas não é disso que se trata, não é de Alzeimer que falo. É mesmo de deixar as histórias que nos massacram de lado. Retirar a sabedoria delas, aprender, construir os tais degraus com elas e seguir em frente. É disto que falo. Para conseguir isto é preciso muito trabalho, é preciso olhar-nos nos olhos e ver a nossa alma despida sem matizes para disfarçar. É ter a coragem de sangrar, de estarmos nus perante nós mesmos para nos darmos um bom banho de realidade. Não adianta esconder quem somos por que há uma parte de nós que a conhece. É acedendo a ela que nos tornamos quem somos. É acedendo a ela que deixamos a nossa luz brilhar sem vergonha, sem medo de transpirar luz, sem medo de sermos grandes e lindos e maravilhosos. É disto que falo. A nossa nudez provém das histórias despidas.

Comecei este processo há três anos e nunca mais o poderei deixar. Para dizer a verdade última, comecei este processo desde que nasci. Não será por acaso que me lembro de coisas que aconteceram quando ainda tinha dois e quatro anos. São muitas histórias acumuladas, muitas malas de memórias que parecem não ter fim ou solução. Peguem num puzzle de 10 mil milhões de peças e levem-no às costas. Cada peça é uma história na nossa vida desde que nascemos, mas estas são apenas aquelas das quais nos recordamos. Cada história pesa em cada situação que vivemos no presente, por isso andamos carregados com elas - porque pensamos que elas nos vão ajudar a perceber quem somos.

Para além de serem um peso morto, elas (na maioria das vezes) apenas nos atrasam a ver e a fazer o que desejamos - a nossa luz. Usámo-las como desculpas, como verdades últimas de quem somos, de como o Mundo nos tratou e vai tratando. Uma grande ilusão. As histórias mostram-nos sim quem somos, mas é preciso olhar para elas sem vergonha e ver tudo, mesmo aquilo que mais nos magoou sem óculos coloridos para nos desviar das lições e do ouro real que as histórias nos dão. Cada uma dessas histórias de dor realizam parte essencial de nós e só desaparece quando descobrimos o ouro que estava por detrás. É assim que nos livramos desse peso morto. Mas por vezes este peso nem é morto. Não o é na medida em que vivemos nesse passado e nos perdemos nele como se o vivêssemos agora. Quantas vezes não ficamos assustados e com o coração a bater desenfreadamente quando nos lembramos de parte delas? Quantas vezes não reavivamos as nossas raivas e medos?

Pois esta é uma das maneiras de vivermos o passado e de o usarmos para impedir uma boa-aventurança no chamado "futuro". Tomamos decisões pondo todo o peso no passado esquecendo que há mais respostas, mais caminhos do que aqueles que já percorremos e nos magoaram. Mas continuamos nesses caminhos porque são aqueles que conhecemos e temos medo de trilhar outros, ou até de desbravar novo terreno porque sempre nos ensinaram que devemos desconfiar de desconhecidos. Aplicamos esta regra a tudo, a caminhos também.

Em vez de crescer para nos tornarmos em quem nascemos para ser - seres plenos e adultos - continuamos a ser crianças assustadas e cheias de medo. Usamos os telejornais para nos mantermos neste filme diminuído e que também nos diminui. Quem liga o televisor? Quem escolhe esta formatação? Quem escolhe?
Fui sempre eu. Sou eu quem tem medo de ser diferente da "norma" e esqueço que norma só o é porque foi instituída pela maioria. Ao lado existe toda uma enorme gama de desvios, de outras realidades que por fugirem ao que uns chamam de "norma" têm de ser tratados. Nas escolas, as crianças têm medo de ser quem são para não serem vítimas de bullying, nos trabalhos temos de vestir e fazer o que nos mandam ou somos marginalizados e despedidos.

Crescemos para servir outros e esquecemos que a nossa grande vocação vem de nos servir a nós. Quando eu sei o que quero não posso nunca ser usada para servir os demais, só me poderei ter a mim como mestre. Sigo-me a mim e dou-me como exemplo para quem quiser. Sou exemplo apenas de mim própria, só respondo por mim. Pelos outros, cada qual que se responsabilize. Sejam responsáveis pelas vossas histórias, irão descobrir que são responsáveis pelas vossas vidas e pela vossa luz. Só serão infelizes se o desejarem, não há ninguém a quem colocar as culpas, não é culpa de ninguém. Foi assim a construção da nossa vida, do nosso lar. Não culpem ninguém e serão capazes de reaver a vossa vida como algo que só a vós corresponde a sua continuação. Escolham o vosso caminho, a vossa alegria, a vossa virtude. Façam este caminho por vocês, não peçam a ninguém para fazer as vossas escolhas. No fim, serão só vocês quem vai responder elas. A conta final será sempre apresentada a cada um de nós. Para quê mais desculpas? Desculpas para nos livrarmos de tomar o nosso poder de volta! E quem damos esse poder? A quem? Pois a quem tememos não nos deixe viver. Quem é que não nos deixou viver? Nós. Quem deu o poder para fazer isso? Nós. Somos sempre nós.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Passo a passo



Olhar para trás provoca muita dor, mas só avançamos quando a dor se transforma em degraus.