Gaia (Adoa Coelho)

Gaia é a personificação do antigo poder matriarcal das antigas culturas Indo-Européias. É a Grande Mãe que dá e tira, que nutre e depois devora os próprios filhos após sua morte. É a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo. Nos mitos gregos, os conflitos entre Gaia e as divindades masculinas representam a ascensão do poder patriarcal e da sociedade grega sobre os povos pré-existentes.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Morrer

Das roupas, dos carros, das casas, dos corpos, da cor da pele, da sexualidade, do género, da cultura, da religião, ...
nada se leva para além da tumba.

Podemos, no entanto, levar uma de duas

AMOR ou ÓDIO

E a escolha é nossa.



quinta-feira, 24 de julho de 2014

A comercialização do Amor


Uma pétala rasgada
rasgada
desenhou
desenhou um coração
um homem viu
viu
e
vendeu
vendeu o Amor
Amor.

E foi assim que se comercializou o que era belo e livre e grátis.

Adoa Coelho


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Timoneiro

Quando era criança tinha uma máquina fotográfica imaginária e fazia as fotos mais fantásticas que sabia.
Só muito mais tarde pude dar azo ao dedo, mas muito controladamente. A fotografia analógica fica bastante cara. Agora, com as câmaras e a fotografia digital, pode-se fazer todas as fotos possíveis com o mínimo dos recursos. Ninguém me segura!
Recebi uma máquina fotográfica para o meu aniversário e estou a vingar-me do tempo e das fotos perdidas. Penso que agora me perdoarão...




Estou a dedicar-me mais à fotografia e com muito prazer.

Os meus trabalhos podem ser seguidos na página do Olhares.




sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Amor... Vivo?


Se o AMOR um dia transparecer...
que seja mais forte que o sexo.
que a raiva.
 e qualquer medo.
Se um dia o Amor transparecer,
que esteja VIVO.





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Criar



Criamos para existir?




Ou seremos criados pelas nossas criações?

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pay it Forward




Basta que cada um de nós mude para o Mundo mudar.
Eu faço a minha parte.

E tu?

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O medo



O medo é o que nos impede de avançar, de viver a nossa Luz. É uma armadilha que mora nos nossos pensamentos. O antídoto é o Amor.
Como usar o antídoto?
Simplesmente olhando os nossos medos de frente. É preciso muita coragem. Depois perdoamo-nos. Tratamo-nos com muito carinho. E, por fim, deixamos ir abençoando o que e quem nos magoou.




P. S. – O hábito torna o processo mais fácil. É que o “hábito” traz-nos a realidade da nossa sobrevivência aos medos.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

No Centro de Nós

Cai água salgada dos meus olhos. Cai continuamente.
O Mundo é todo um concerto orquestrado por Deus e nós somos os instrumentos.
A música é divina. Nós somos divinos. Não acreditem no contrário, nunca!
Somos parte d'Ele. Como poderíamos não ser divinos?

Da última vez que estive em Portugal, há poucas semanas atrás, comprei uns DVDs. Comprei quase à sorte. Eram uns DVDs baratinhos, de uma revista qualquer. Sabia que regressava à Alemanha em breve e que havia uma grande probabilidade de ficar no aeroporto "encalhada". Comprei-os porque ADORO cinema. Foi uma das escolhas que fiz quando coloquei as hipóteses no papel para a faculdade.  

Entrei para pintura na faculdade do Porto. Era esse o meu caminho na altura. Deixei-o incompleto. Havia ali uma paleta que me doía no coração, na alma... Deixei de pintar. Quase morri. Deixei de escrever. Foram mais de 10 anos em que quase deixei de existir. Perdi-me. Mas só se pode encontrar quem se perde.  

Toda a minha vida procurei pela canção do meu coração. Olhava as estrelas. Dançava com elas. Ia para o telhado e via-me n'elas. Somos gémeas. Sim, somos gémeas. É de lá que venho. Sei-o. Sempre ouvi a sua música. Sempre falei com elas.

Acabei de ver um dos filmes que comprei naquele dia, no Porto. No aeroporto vi o "Copying Beethoven". Irritou-me a interpretação de alguns dos actores. Mas há uma interpretação que marca e vale a pena ver o filme só por isso. Ed Harris. Ele brinca Beethoven. É genial! Ele é Beethoven! Tal como eu sou Beethoven! Quando era criança, queria tocar música. Mas não era a música a minha expressão.  Pelo menos, não daquela maneira.

Via os filmes com o Fred Astaire e era tanta a música dentro de mim que tinha de a soltar. Ia para o quintal dançar sem fim. Criava as mais loucas coreografias. Era eu. Encontrava-me. Encontrava-me com Deus. Era Deus. Via os filmes com Elvis Presley e de novo... Dançava, cantava.  

Cantava no coro da igreja. Era quase só por isso que gostava de ir. Conhecia o Mundo através da música. Conhecia-me através da criação. Era como me encontrava e podia Ser sem falhas.

Quando estava na faculdade e tinha de seguir o que os professores diziam, era só falhas que eu era. A minha vida era uma grande falha. Onde estava eu? Estava onde o meu coração me deixara naquele dia do meu primeiro beijo... Nasci e morri nesse dia. Amar é deixar ir... quando não se luta - não gosto desta palavra... Fui para a universidade como se vai para um enterro. Era o meu enterro.

Gosto de escrever durante a madrugada porque é quando me encontro. Encontro-me no silêncio dos outros. Preciso deste silêncio. Encontro Deus assim. Como pode ser de outra maneira?

Vi o filme sobre Beethoven e vi-me. Vi a minha força lá espelhada. A força que atrasei. Conti. Chega!

Vi agora o filme "August Rush". É a história de um rapaz que não deixou que o calassem. Não sei se que história é verídica. Que interessa? Voltei a encontrar-me lá.

Sei que há sempre lugares onde nos podemos encontrar e não são todos físicos. No "coração" é geralmente um bom local para nos encontrarmos. Fechar os olhos e sentir a nossa alma. Deixar os gritos saírem, tocarem-nos. Deixar o que tiver de ser, sair.  

Quando era criança fiz teatro adorei e assustei-me. Quando era criança pisei um palco onde toquei piano e adorei. Quando era criança escrevi uma redacção e encontrei-me. Quando era criança desenhei e percebi a força de uma simples linha. Quando era criança saltava frente ao televisor para aguentar e não ir à casinha e perder um segundo que fosse dos filmes, ainda que fosse intervalo. Quando era criança fiz os meus documentários mesmo ao lado do David Attemborough e do Jacques-Yves Cousteau, lá no quintal. Quando era criança dancei com o Fred Astaire e as estrelas.

Vi agora um dos outros filmes que comprei em Portugal. Acho que o comprei lá para agora poder compreender toda a amplitude do que vi, já que estes filmes estão legendados. E tudo se conjuga.  

Estou a ler "Conversas com Deus". O primeiro livro. E está lá tudo. Estou a receber os sinais. Está tudo certo.  

Não sei o que está para lá da curva. As curvas da vida são sempre muito generosas e levam-nos sempre a nós.

Uma vez perguntaram-me, a minha editora, o que me vejo fazer daqui a uns anos. Não sei! Vejo-me a seguir-me. É uma resposta? Sim. É a única resposta que sei dar. Foram muitos anos a esquivar-me. E a vida perseguia-me sempre. Tinha medo da vida. E ainda tenho... um pouquinho! Que fazer? Foram muitos anos a aprender o medo. Falta cumprir o AMOR.

O AMOR é o único antídoto do medo, sabiam? É verdade! E a vida é sempre muito generosa a mostrar-nos o AMOR e como podemos chegar a ele. Ele está no meio de nós. LOLOLOLOLOL Conheço esta frase!   Ouvi-a muitas vezes na missa! É lá que está Deus. É lá que estamos nós. No nosso centro. Where else?

É engraçado, que tudo o que estou a ler, com poucas excepções, já o sabia. Já o sei. É tudo tão intuitivo! Não foi tudo encontrado dentro de mim. Foi um anjo que encontrei que me ajudou a recordar. Foi o Emídio! Tenho recebido muitos anjos na minha vida. É Deus que mos envia. Sabe que preciso muito deles para aprender. Porque me esqueci.  

Está tudo muito, muito certo!

Falta ver o terceiro filme. Vou deixar para outro dia. Sei que também me vai ajudar a deixar-me ir. Sei que vou chorar! São assim os melhores filmes, pelos vistos! Levam-nos a nós. Quando libertamos as emoções chegamos mais perto de Deus.

Aquela mulher no Porto, a que me deu os DVDs para a mão era um anjo! Eram os DVDs perfeitos!
A sincronicidade do Mundo é maravilhosa!
O DVD continua a tocar a música do filme - "someday we'll be together..."
Sim! Um dia irei deixar de me sentir sozinha. Já falta pouco! Sei qual é a falta que sinto. É Deus. Sei onde o procurar - em mim. Sei como fazê-lo criando. Escrevendo.

Sempre fui muito solitária e nunca gostei de seguir os outros. Sou bastante difícil nesse campo. Por isso nunca consegui seguir ninguém ou grupo, ou clube. No máximo, sigo o que algumas pessoas fazem ou vão fazendo. Aprendo o que tiver a aprender com elas. Mais anjos! Não sei se elas alguma vez aprenderam alguma coisa comigo. Estou aqui para aprender e tenho ainda muito caminho pela frente. Apenas sei que estou no caminho certo. Caminho para Deus. Tudo o "resto" encaminha-se.

Um dia, estava a dormir e acordei. Não sabia que horas eram e pensei em voltar a adormecer. Mas ouvi uma voz. Ela dizia – Don’t go back to sleep. Listen to the music inside of you. Don’t go back to sleep!
Não voltei para a cama. Fiquei mais atenta e tomei nota das ideias que me faltavam para escrever os capítulos mais lindos que alguma vez poderia ter escrito. Não poderiam ter sido escritos de outra maneira.
Tudo o "resto" encaminha-se.




sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Adoa Coitadinha

No domingo a Adoa Coitadinha Cheia de Dores apareceu em palco. Mas não vou deixar agora a Adoa Queixosa aparecer aqui.

O interessante da situação é que as dores, e não só, pareciam dizer "olá" e voltar mais tarde, ou esquecerem-se.

Estava a reflectir nisto porque nada acontece sem razão. Enquanto EU precisar da Adoa Coitadinha, ela há-de sempre dar um ar da sua graça. Há sempre muito a ganhar  - a atenção dos outros, a complacência, as desculpas... Enquanto o ganho for maior que a perda não acontecerá reviravolta.

Mas a Adoa Coitadinha tem as suas virtudes - está sempre muito atenta ao corpo, é muito cuidadosa e amorosa. Nunca poderei simplesmente despedi-la. Ela faz-me falta.

O que poderei fazer é pegar nessas qualidades e utilizá-las de outra maneira onde, em vez de me retirar poder, o possa reforçar.

Em quê?

Em cuidar bem de mim.
Em trabalhar bem.
Em ser amorosa com todos os meus aspectos.
Em estar atenta e consciente....


terça-feira, 22 de maio de 2012

O coitadinho profissional



Vou falar como empreendedora nesta empresa que é a minha vida. E vou falar de um momento em que os dados giraram de uma maneira que nunca haviam girado antes. Será que a diferença está nos dados? Não! Eu é que mudei e por isso os dados mostram resultados diferentes.

Ok, vou ser mais clara e explicar.

Até agora, tenho quarenta anos, fui o que se pode chamar de "Vítima Profissional".
O que é isto?

Em qualquer situação da minha vida, em vez de olhar os problemas com coragem e mexer o meu traseiro para os resolver, baixava a cabeça e culpava-me de ser burra, incapaz, não merecedora, etc. Era sempre tudo minha culpa e o Universo conjugava-se para me castigar e repreender. Tudo estava errado e o maior erro de todos era EU. Vivia numa injustiça constante.

Que aconteceu entretanto e por que escrevo este texto?
Quando percebi que não era o Mundo que estava a fazer de mim vítima, mas EU quem se sentia vítima, isto deu uma outra perspectiva a tudo o que havia acontecido na minha vida. Todas as situações em que me havia sentido rebaixada, tinha a minha mão. Era EU quem se tinha sentido magoada independentemente de quererem ter-me magoado ou não.

Quando os pais decidiram colocar um monte de esterco no quarto dos filhos gémeos para o aniversário deles, aconteceu o seguinte:
O primeiro foi ao quarto, viu aquilo e ficou muito irritado e triste. Pensou imediatamente que os pais não o amavam. Por que outra razão fariam aquilo?
O segundo, ao entrar no quarto, ficou tão feliz que não parava de saltar. - Com tanta merda, só posso ter um cavalo como presente!!! - Gritou e foi à procura do cavalo lá fora.

É como a história do copo meio cheio ou meio vazio... O copo tem água a meio! Não está nem cheio nem vazio!!! Somos nós quem adjectiva o neutro. E a realidade é neutra. É o nosso ego que a classifica conforme as nossas vivências.

Se ferido, o ego vai classificar todas as experiências de "más". As experiências são o que são, nada mais. Quanto mais magoado estiver o nosso Ego, pior vamos viver essas experiências. Vamos chegar ao quarto, ver o esterco e ficar derrotados; vamos sempre encontrar o copo meio vazio.

Estou desempregada há quatro anos - É a realidade. Não tenho rendimentos de qualquer ordem - é a realidade.
Mas tenho tudo o que preciso. O Universo colocou-me na posição em que eu precisava estar para aprender, crescer, evoluir e assim escrever os meus livros. A realidade é tão generosa que me coloca à frente as pessoas necessárias para que tudo isso aconteça da maneira que tem de acontecer para eu ter a experiência da vida que mais me convém. O Universo sabe - já me conhece!! - que eu preciso de remoer tudo, de reflectir em tudo para avançar um pouquinho. Mas esse pouquinho pode ser um passo de gigante. Lá está, é o Ego a classificar o inclassificável!

A verdade é esta - é o facto de estar desempregada que me permite dedicar todo este tempo a melhorar-me e escrever.
Podia ter continuado a rebaixar-me e a dar o meu poder - aquele em que eu tomo a minha vida nas minhas mãos - e o dou a quem nem sequer conheço. É o que fazemos quando culpamos toda a gente menos a nós próprios do que nos acontece. Em vez disso, resolvi agradecer tudo o que a vida estava a oferecer-me. Durante este tempo, as histórias apareciam com muito mais frequência que o costume. Escrevi-as, deixei-me embalar por elas. Aprendi da situação e faço o melhor dela. Quando percebemos que somos co-autores de tudo o que nos acontece, é fantástico perceber a recuperação da nossa vida.





Quando Passos Coelho afirma que "Estar desempregado não pode ser um sinal negativo." e todos se sentem ofendidos... Só se sente ofendido quem quer. Pessoalmente, estar desempregada foi o melhor que me aconteceu. De que outra maneira poderia ter tanto tempo para escrever os meus livros e viajar para fazer apresentações? De que outra maneira poderia ter a experiência de acreditar que o Universo me fornece tudo o que preciso? De que outra maneira poderia ver tanta generosidade e criatividade à minha volta? As pessoas mais criativas são precisamente as desempregadas!





Quando vi este vídeo do TEDxCascais com o Edson Athayde há uns tempos, achei fantástico como esta pessoa acredita em si, na providência do Universo, tem tanto Amor para dar e, como tal, receber... O Edson Athayde despede-se de todos os empregos e parte para outros terrenos. Está sempre a desbravar novas ideias. Não pára.
Isto é acreditar em si e é viver como o Universo - a cada momento de braços abertos para a vida! Ele sabe que o Universo é impermanente, está sempre a mudar e antes de ser apanhado pelas mudanças, muda!
É preciso muita coragem para viver assim, é preciso estar muito na fonte, muito em Deus! Ou se calhar não! Se calhar será precisa muita mais coragem para viver na dor... Que dizes?

É isto que estou a aprender a fazer – abraçar cada momento da vida com tudo o que tem. Abandono a Adoa Coitadinha Profissional e abraço a Adoa Criativa e Cheia de LUZ. Aquela que ilumina o caminho de quem a rodeia e inspira. Ela sempre esteve aqui embora muitas vezes não lhe prestasse atenção. Tanto tempo "perdido"? Não! Tantas lições aprendidas! O Tempo "gasto" foi o necessário para mim.

A vida não é uma recta, mas está cheia de curvas e caminhos para explorar e tornar-se o mais rica possível. São os caminhos mais inesperados que nos levam a nós. Transformemos o medo na energia que nos ajuda a avançar com um pé, depois com outro e outro. É assim que fazemos o nosso caminho.

domingo, 15 de abril de 2012

Os Degraus

Tudo na vida tem um propósito, só não sabemos qual é desde o princípio. Que piada teria se soubéssemos por que estamos cá?

Quando sonhamos vamos construindo a nossa vida. Quando aparecem as dificuldades, são para nos testar e fazer os sonhos realidade da maneira mais saborosa possível. Elas são, na realidade, os degraus que nos levam ao topo da nossa completa potencialidade. Cada degrau - cada dificuldade - é uma curva na vida que nos leva directamente aos planos que a vida tem para nós. E esta é a caminhada que nos está destinada. Teremos de abrir os olhos, os sentidos mas, acima de tudo, teremos de abrir o nosso coração. É o coração que nos encaminha, é a inteligência emocional que nos desenlaça os nós.

O curioso é que sempre pensamos que temos de saber as respostas para tudo na vida, mas afinal, a vida não vem com instruções e tudo, provavelmente TUDO o que nós julgamos saber é apenas palha. Vamos para a escola e geralmente não é ali que encontramos o que precisamos, embora, para muitos de nós seja exactamente parte do caminho. Quem nunca pensou que a escola não servia para nada? Hoje em dia as escolas ensinam coisas que não nos levam a lado algum para a maioria de nós. Na escola aprendemos coisas que não nos servem - pensamos nós. 

Para mim serviu de muito. Adorei aprender - não tudo! - mas o que havia lá para eu aprender foi-me de muito útil. Aprendi a ler e a escrever! Não é fantástico? Onde o iria aprender que não lá? Também aprendi sobre relações humanas. Foi lá que recebi bastantes das lições que precisava viver para hoje chegar ao que sou. Sofri muito e foi precisamente esse sofrimento que me tornou mais humana, mais entendedora do que é "ser human@".

E o que é "ser human@"? Boa pergunta!

Há coisas que não se explicam!
Mas o certo é que aprendi algumas das minhas forças e alguns dos meus medos. Isto é do melhor que se pode ter.

Descobri como a nossa LUZ pode ser assustadora para muita gente e como essa "muita gente" pode transformar-se e fazer-nos mal por causa desse medo. Aprendi com exemplos e só agora percebi a lição! Sei pela experiência que a nossa LUZ é mais difícil de suportar pelas outras pessoas que a nossa escuridão. Percebi que ao diminuir-me, tornei (mesmo que por ilusão das pessoas) a vida de algumas pessoas menos assustadora. Não é interessante que isso aconteça? Não é interessante que para muita gente, o melhor é que todos à volta sejam incapazes para poderem brilhar? Só que nessa diminuição do "Outro" estamos a diminuir-nos a nós. Não é na escuridão dos outros que a nossa LUZ brilha mais, é na nossa escuridão que ela brilha. E nós precisamos da nossa sabedoria, alegria... TUDO! para conseguirmos ser tudo para o que nascemos. E é desta LUZ que toda a gente ao nosso redor pode beber, aprender que também pode deixar a sua própria LUZ brilhar, que é seguro.

É incrível como é tão mais fácil dizer mal de alguém quer seja ilusão ou não, mas temos medo de dizer à outra pessoa coisas boas e agradáveis, principalmente se verdadeiras. As falsas já não custam! Como aprendemos a ser assim? Foi na escola? Sim, foi na escola... esta, da vida. A que nos magoou... Não! Aquela da qual nos sentimos magoados porque nos ensinaram que as dificuldades são más, negativas. Vivemos assim grande parte da nossa vida e custa-nos a aceitar que esses degraus são fantásticos, feitos de nós próprios.


Como não amá-los?



segunda-feira, 9 de abril de 2012

Corpo de Dor


Hoje vou escrever sobre o "corpo de dor".
Este é o nome que o Eckhart Tolle deu à dor que todos sentimos e fala dela como se de um verdadeiro corpo se tratasse.
Até certo ponto, é mesmo assim. Nós tomamos as dores psicológicas como se tivessem um corpo, como se fossem reais e até certo ponto são. Ou melhor, nós tornámo-las reais, não é que elas o sejam. Se tentarmos delimitar, pegar, materializar a dor, com que ficamos? Nada! É esta a verdade da dor. Somos nós quem a cria, somos nós quem tem o poder de a fazer desaparecer, desmaterializar.

Sabem quando se pega nuns óculos de lentes azuis e passamos a ver tudo azul? Pois é assim que funciona o corpo de dor, como uns óculos que usamos e, através dos quais, toda e qualquer experiência, mesmo boa, é experimentada como dolorosa.

 Dor gera sempre mais dor

Um ego magoado vê tudo dessa maneira, sob este ponto de vista. Parece que Einstein disse um dia que todos nós temos de escolher se achamos a vida nossa amiga ou inimiga. É este o mesmo princípio. Se observarmos a vida de um ponto de vista antipático, é isso que vamos receber.

Quando observamos um copo e ele está com a água pela metade... Está meio cheio ou meio vazio? Responde a esta pergunta simples e saberás como vês a vida. O copo não está nem meio cheio nem meio vazio. Metade é neutro. Nem positivo, nem negativo. É o nosso ego que classifica as experiências que temos e sempre através desses óculos. E se usamos uns óculos de dor? É dor que vemos.

Está em cada um de nós o poder de retirar esses óculos. A vida não é nem boa, nem má. A vida apenas acontece. A Natureza apenas acontece. Todos os dias, pessoas nascem e morrem. O equilíbrio vai-se mantendo. As tempestades seguem-se às bonanças, as bonanças às tempestades. Nada é novo. É tudo cíclico.

A dor tem o seu tempo, depois vem o prazer. E se quisermos sair deste ciclo vicioso, é notar quão inócuo tudo é. Se deixarmos de classificar e apenas observarmos a vida como ela é, vamos ter uma surpresa.

Quando tenho dores físicas, por exemplo ao caminhar, e sinto pena por não caminhar, é quando a dor demora mais a ir-se. Porque a natureza da dor é indicar que algo está errado, ela não precisa ficar. Mas de vez em quando nós gostamos e precisamos de nos queixar. Serve-nos algum propósito. Há sempre algo a ganhar... Por isso nos agarramos à dor. Quando era miúda, comíamos um bolo depois de irmos ao médico, especialmente se estivéssemos doentes. Então, segundo esta experiência, aprendi que se estivesse doente teria mais cuidados e atenção. Tinha mesmo direito a comer doces. Era uma vantagem enorme! E as vantagens ainda são visíveis agora. Quando não precisar de estar doente para achar que mereço atenção e do melhor quando estou saudável, então ultrapassarei esta necessidade. Sou eu quem o poderá fazer, e quando quiser.

 Eckhart Tolle

Assim funcionamos todos. Aprendemos em crianças, com os nossos pais e não só, como actuar, como reagir às mais variadas situações e, quer seja bom ou mau para nós, quer nos dê ou retire valor, continuamos a repetir os comportamentos aprendidos. Sentimo-nos magoados por coisas e gestos de pessoas que estão a milhas de distância de imaginar que nos magoam - sim, há excepções - e não largamos essas dores porque queremos ter razão.

Não é interessante?

Quem seríamos nós sem a nossa razão?

Livres e felizes! 

Por que será que a felicidade nos assusta tanto?
Ser responsáveis por tudo o que fazemos dá trabalho, ou se calhar nem é isso. É o medo de tentarmos e não sermos capazes. Medo de provar que realmente todas aquelas afirmações que toda a vida nos disseram, estão certas e nem tentamos contrariar. Preferimos nem saber a verdade profunda do nosso ser.

Pela minha parte, estou agora a dizer basta. Quando alguém me diz algo bom acerca do que escrevo ou faço digo "sim senhora, mereço-o!". E por que não haveria de merecer? E quando faço algo errado digo "Que tenho a aprender aqui?”.
Há sempre algo a aprender. Não existem experiências negativas, apenas desafios a superar, lições a aprender.

De cada dificuldade posso fazer um degrau para subir mais alto, até onde a alma deseja chegar. Até onde a LUZ crê que merece pertencer. E todos nós temos tanta LUZ! Somos todos tão lindos, que é uma pena estarmos tão cegos pela nossa dor. Estamos habituados a viver na escuridão, pensamos que a LUZ nos vai magoar... cegar. Pelo contrário! É a nossa LUZ interior que nos transporta para a vida. É ela que nos preenche de AMOR. De PAZ.
De tudo aquilo para o que nascemos. E que tal descobrir qual a nossa missão aqui na terra?

Está a ser uma aventura fantástica!


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A minha frase do dia...

Pobres aquel@s que precisam de olhos para ver a Beleza.
Adoa Coelho, 2 de Fevereiro de 2012 - Hoje, portanto!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Amar quem nos magoa...


Perante um fogareiro que deveria ser apagado, o louco pegou em gasolina e em vez de apagá-lo, reactivou as labaredas. O sábio, perante o mesmo desafio, foi deitando água aos pouquinhos. As brasas reclamavam pffff... pffff... de cada vez que recebia a água. O sábio continuou até que pôde deitar o balde de água em cima do carvão e apagou-o.

Quantas vezes não fazemos o mesmo quando tentamos resolver uma briga, uma discussão e não o vemos? Quantas vezes, em vez de acalmar os ânimos ainda provocamos mais revolta?