Gaia (Adoa Coelho)

Gaia é a personificação do antigo poder matriarcal das antigas culturas Indo-Européias. É a Grande Mãe que dá e tira, que nutre e depois devora os próprios filhos após sua morte. É a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo. Nos mitos gregos, os conflitos entre Gaia e as divindades masculinas representam a ascensão do poder patriarcal e da sociedade grega sobre os povos pré-existentes.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os personagens e as suas mudanças numa história

Qual o interesse de salvar uma pessoa/uma personagem que não quer ser salva? Como terminar uma história sem que pareça lamechas?

Se o anti-herói conseguiu andar séculos (como no caso do 2F, o anti-herói do Ups! Engoli uma Estrela) a ser "mau" e a ter gosto nisso, por que haveria ele querer mudar? Não parece muito plausível, pois não? Qual a veracidade de tal situação? Poderia Hitler alguma vez tornar-se num amigo dos judeus? É esta a resposta, no fundo. Poderia alguém como Hitler alguma vez tornar-se amigo de judeus? Talvez se não o soubesse a priori. E se depois o soubesse? Se fosse esse o caso, ele teria ainda mais raiva dos judeus. Lançaria ainda mais ofensivas contra esse povo por conta dessa raiva acrescida. Haveria alguma vez uma maneira de resolver essa raiva? Talvez através da morte do personagem. Ou seria um personagem com pouca credibilidade, que preferiria perder razão e "dar o braço a torcer". Isto nunca aconteceria com um personagem muito forte. Ter razão ou ter paz. Para algumas pessoas, não ter razão é perder todo o significado da vida. A raiva ganha uma personalidade própria e a pessoa já não consegue viver sem ela, sem a companheira de vida. Faz sentido para muita gente. Como viver sem a raiva? Não existe resposta para elas. É como um cão ter uma carraça e de repente ver-se livre da eterna companheira, que lhe fazia tanta companhia... É como uma pessoa que está sempre a queixar-se de uma determinada doença e de repente está curada. Qual o sentido da sua vida agora? Terá de encontrar outra doença para compensar. 

Mas... Serão os personagens, pessoas?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Duos... Dores

Dor ou alegria? 

A dualidade.
É muito forçado este dualismo. Creio que o conceito deixou de fazer sentido. Que aconteceu ao Yin e ao Yang? Misturam-se. Deixam os contornos que dantes tinham. Aqueles contornos rígidos que nós muitas vezes em crianças fazemos para termos a certeza do que existe. É crescer. É Ser sem amarras, sem julgamentos. É ser livre. E nem isso. Ou "Livre" terá de ser o contrário de "Preso".

Os conceitos estão agora diluídos...

domingo, 8 de janeiro de 2012

É com gente assim que se faz Portugal!

Um texto para pensarmos do meu amigo e colega Samuel Pimenta. Para reflectir...

Manifesto de Portugal Emancipado 


"Saio hoje à rua gritando chamo-me Portugal!

Que se calem os que me calam a voz, pois hoje grito orgulhosamente o meu nome! Chamo-me Portugal!

Sou o barco intemporal da Europa e o rosto que desde a formação do mundo beija o oceano amorosamente e sem cansaço. Sou o porto feérico do sonho e da esperança, a ponte entre o velho e o novo mundo. Deixo que a audácia me defina e que a liberdade me permita abraçar o fado sublime que me pertence. Heroicamente, construo um magnífico império de homens emancipados, pois sou a promessa quimérica cumprida e a utopia do desejo alcançada. Por isso, hoje, calem-se todos os que me calam a voz, pois sou eu que falo, Portugal!

Calem-se! Calem-se esses senhores indignos de falar em meu nome e em nome do povo que é meu e só meu! Calem-se esses dantas iguais a todos os dantas que já passaram e que hão-de vir! Calem-se os sebastiões indesejados e os salazares desta nova senhora a que chamam de Democracia! Calem-se! Calem-se! Calem-se! Chegou o tempo de eu, Portugal emancipado, bradar enfurecidamente por todos os cantos desse meu rectângulo alienado, dessa Europa arruinada por fantoches, desse mundo que se esqueceu de mim. Chegou o tempo de eu gritar o meu nome bendito com o orgulho que me enche o peito! Portugal!

Que se calem os que não são o Portugal de D. Afonso Henriques e de Pessoa, de D. Dinis e de Souza-Cardoso, do Visionário Infante e de Camões, de D. João II e de Amália, de D. Manuel I e de Gil Vicente, de Sophia e de Garrett, de Eça e de Vasco da Gama, de Saramago e de António Vieira, de Bartolomeu Dias e de Cesário Verde, de Almada Negreiros e de Vasco Santana, de Vieira da Silva e de Bocage, de Álvares Cabral e de Cesariny, de Beatriz Costa e de Miguel Torga, de Eduardo Viana e de Salgueiro Maia! Calem-se! Que se calem todos os que me ofuscam levianamente o brilho e o mérito, fazendo crer ao meu povo que é a mediocridade que me anima. Não sou tacanho, não sou incapaz, não sou imbecil. Sou o país da vontade férrea e da glória que o meu povo almeja, a esperada vitória por cumprir. Por isso, calem-se todos os que ao meu povo mentem, roubam e pregam uma realidade distorcida!

Calem-se!

Calem-se!

Calem-se!

Sou o Portugal Emancipado, o Portugal que é do mundo e das gentes, o Portugal humano e imaterial, o raio de luz que rasga a névoa do oceano com a volúpia dos que querem ser sempre mais e melhor. Sou o Portugal Emancipado que não é das gentezinhazinhas usurpadoras e corruptas. Sou o teu Portugal, tu que me escutas a voz. Sou o Portugal da consciência desperta dos homens e das mulheres que acreditam em mim, que mudam o seu mundo para que eu renasça e me cumpra. E eu irei renascer! Eu cumprir-me-ei! Pois pertenço aos seres livres que me querem grandioso e autêntico, que me querem sempre igual ao que eu verdadeiramente sou e ao que, hoje, grito orgulhosamente, para que se calem, de uma vez só, todos os que me têm calado a voz!

Calem-se! Pois hoje falo eu!

Chamo-me Portugal!


Alcanhões, 5 de Janeiro de 2012


Samuel Pimenta"
Subscrevo. E tu?

Link original AQUI.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Enganos...



Por mais que tentemos enganar a vida...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Escrever Tempo

Tenho escrito textos todos os dias. É bom para não enferrujar os dedos. 
É bom, sobretudo, para não enferrujar o cérebro. 
Esta união cérebro/dedos/escrita é muito interessante. São os pensamentos que se formam na cabeça, saem pela ponta dos dedos transportando-se para a tela do computador em forma de letras que formam palavras que formam os textos, as ideias, as histórias. 
É um momento mágico que nunca mais se repetirá. Não com estas letras e palavras. Irá ser sempre diferente. É como os ponteiros do relógio que andam constantemente à volta, nunca saem do sítio, mas indicam constantemente horas diferentes, dias, anos. Cada minuto passa e não se repetirá jamais.

Passou.

Terminou. 



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Hoje o AMOR

Hoje as gatas - Catarina e Wendy - foram ao veterinário. Elas sentiram-se bastante reticentes para entrar nas caixas de transporte, quais animais prontos para ir para o carniceiro. Não era este o caso, mas elas, como qualquer animal, não gostam de estar presas ou mesmo de andar de carro. É que nunca sabem onde irão parar. Mas elas hoje portaram-se bem... Bom, o que se pode qualificar disso. E estiveram muito sossegadas na sala de espera. Havia um cão muito giro que engraçou com a Catarina. Queria por tudo aproximar-se dela! Estive quase todo o tempo com a minha mão direita a acariciar a Catarina de maneira a que ela não ficasse stressada e assustada. Acho que resultou, pelo menos na medida do possível.

Quando entramos na sala da médica, foi a vez da Catarina sair da caixa, aquela para a qual ela não queria entrar ao início... Desta feita, não queria sair! Mas teve de o fazer, até porque foi forçada a isso. Com jeito, retirei-a de lá. Ficou bastante encolhida em cima da mesa. Assustada. Levou uma injecção e tentava esconder-se debaixo do meu sovaco esquerdo. Não sei por que razão os gatos pensam que se podem esconder por debaixo dos sovacos dos "donos"! Parecem-se com os avestruzes a esconder a cabeça na areia. Os gatos também gostam muito de se esconderem por detrás de várias coisas e deixam o rabo de fora... lololol Enfim! Fica a intenção!

Mas é de notar a capacidade de acreditarem que as pessoas que lhes dão de comer todos os dias querem no fundo protegê-los. É esta a ideia com que fico. É pelo menos aquela em que me apraz pensar. Aquela que faz com que uma criança maltratada queira sempre acreditar que os familiares que a maltrata são no fundo boas pessoas e só lhes querem o bem. Por isso as maltratam e magoam. É para o meu bem - pensam - fui má... mau.

É sempre uma esperança infantil e muito inocente que perdura. Até quando as pessoas votam em certos políticos. Muitas vezes creio que seja nessa linha de mentalidade. Acreditam infantilmente, não com a razão. Depois pode vir a desilusão ou não, muitas vezes nem a vêem. Estão tapadas a essa possibilidade e desculpam sempre.
- Não foi por mal...
- Não é culpa deles...
- Não foi assim...
- Foram melhores que os outros que estiveram lá antes...

Tal como as crianças...

Tudo mentiras para se enganarem.
E se os animais na maioria das situações têm razão e os "donos" querem mesmo o melhor para eles, nós, os humanos votantes e sei lá mais o quê, andamos meio perdidos sem saber em quem acreditar, confiar, etc. É que no fundo sabemos que as pessoas em quem votamos são mesmo iguais a nós.
Contra isto não há nada a fazer...

Não podemos dar-nos ao luxo de confiar em ninguém enquanto não confiarmos em nós mesmos e deixarmos de roubar, enganar, mentir, usurpar, e tudo aquilo do qual culpamos os nossos políticos. As queixas não nos servem de nada, apenas nos deitam abaixo e impedem de reagir de modo a ultrapassar as situações. Acabam também por nos prender a situações que queremos ultrapassar.

São uma âncora poderosa.

domingo, 1 de janeiro de 2012

E é assim que começa...


Feliz Ano Novo!!!!