Gaia (Adoa Coelho)

Gaia é a personificação do antigo poder matriarcal das antigas culturas Indo-Européias. É a Grande Mãe que dá e tira, que nutre e depois devora os próprios filhos após sua morte. É a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo. Nos mitos gregos, os conflitos entre Gaia e as divindades masculinas representam a ascensão do poder patriarcal e da sociedade grega sobre os povos pré-existentes.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Amar quem nos magoa...


Perante um fogareiro que deveria ser apagado, o louco pegou em gasolina e em vez de apagá-lo, reactivou as labaredas. O sábio, perante o mesmo desafio, foi deitando água aos pouquinhos. As brasas reclamavam pffff... pffff... de cada vez que recebia a água. O sábio continuou até que pôde deitar o balde de água em cima do carvão e apagou-o.

Quantas vezes não fazemos o mesmo quando tentamos resolver uma briga, uma discussão e não o vemos? Quantas vezes, em vez de acalmar os ânimos ainda provocamos mais revolta?




Hoje estava a pensar na reencarnação e na vida de muitos gatos... Pelo menos na vida das gatas que fazem o favor de partilhar a vida comigo... Tenho a impressão de que os gatos têm a vida do que chamamos "Nirvana". Ou seja, quando atingimos o Nirvana não deixamos de reencarnar, mas passamos a reencarnar como gatos!



"Mais do que qualquer espécie domesticada, os gatos estão em paz consigo mesmos. Sabem perfeitamente quem são, do que precisam e o que querem. Aos olhos do Homem, isso pode parecer arrogância ou altivez, daí o ditado tantas vezes usado pelos donos de gatos, "os cães pensam que são humanos, os gatos pensam que são deuses". Também existe a versão "os cães têm donos, os gatos, pessoal auxiliar" - Se o Seu Gato Falasse de Dr. Bruce Fogle


A dormir...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Afinal o que é a beleza?

Parece ser algo que faz mexer tanta gente, como o Amor... Mas alguém saberá o que é? Saberá alguém dizer por que considera algo ou alguém ter esse atributo? A beleza é um atributo da mente. Só julgando é que se consegue decidir tal coisa. Sim, porque considerar algo belo é estar a julgar. Tal como julgar algo de feio. Todas as caracterizações são fruto de julgamentos, podem é ser agradáveis ou não. Mas são julgamentos. São comparações.

Tod@s nós crescemos a aprender a comparar. Por isso é que nos tornamos tão infelizes com o crescer. As crianças pequenas, quando vêem outra criança não estão a julgar se é negra, branca, pequena, grande... que religião tem... Todas essas questões aparecem mais tarde, geralmente de mão dada com os adultos. São os adultos que empestam as crianças com os seus pré-conceitos. É uma das dádivas dos pais e das sociedades. E se a criança não compreende desde cedo a usar este tipo de julgamento, vai ter problemas na convivência em sociedade. Mas também aqui estou eu a julgar. Se calhar até é bom... Ou mau! Não tem que ser nem uma coisa nem outra. A realidade é apenas o que é. Não existe o bom nem o mau. É produto das nossas cabeças!

O racismo, a xenofobia, as fobias relacionadas com as religiões, as relacionadas com a tendência sexual de cada um, são tudo fruto das nossas mentes. As sociedades criticam abertamente o racismo, mas ninguém condena quem abomine nuvens negras! Essas estão condenadas à sua condição de prognóstico de “mau” tempo. Deve ser duro para elas!


Qualquer dia irei escrever o texto mais lindo que algum dia saberei escrever! E lá está! "Lindo"! E se escrever "o melhor"?
Não há volta a dar-lhe. "Eu escrevo" - é este o verbo, é esta a conjugação.

E "eu" talvez um dia desapareça. E seja apenas, mesmo sem necessidade de verbo.

É uma ideia...  bolas!!! Ia escrever outra vez "bonita"! É mesmo vício, não? Mas porquê criticar? Porquê notar?

O Wim Wenders escreveu uma vez a propósito de beleza, numa entrevista, que "beleza é verdade". E a verdade é composta por tudo o que nós classificamos da Natureza. Por isso, a verdade é tudo e a beleza é tudo, mesmo aquilo que não gostamos. Somos ingratos ao pensar assim, talvez. Mas é esta a nossa natureza, não? E se é, então também estará correcto. É apenas uma questão de lógica. Nós também somos Natureza.

O AMOR é. Nós somos. Nós amamos. Nós decidimos. Nós somos. Nós existimos logo pensamos. Ora bolas! Levei um tiro no pé!

Todas as filosofias estão certas e por isso erradas. Só podem estar automaticamente erradas ou seriam estáticas, nunca evoluiriam. É como pronunciar uma lei universal: a impermanência - e excluir a própria lei da sua trama! Só pode haver uma conclusão: esta lei tem de estar errada porque não se aplica a si mesma!
Como pode estar uma lei correcta se não se aplica a si mesma? A lei é a sua própria excepção! Não faz sentido. Não tem lógica! Não pode ter verdade! Logo, é falsa.


E a "beleza"?

Mas que importa o que isso seja? É tão impermanente...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Beleza

Estou a ouvir a Adele. Ela é fantástica! Tem uma voz! É tão linda! Dá vontade de a ouvir constantemente.
Ela é o tipo de heroína que toda a gente gosta. E não importa a aparência dela, ela não quer ser magra e faz muito bem! Não é ditada pelos padrões da "moda". Ela é quem é e não quer saber se a acham gorda. É a voz dela que conta, não a aparência. Mas desconfio que talvez não fosse a mesma coisa se ela fosse feia. Embora a Susan Boyle seja considerada feia e tenha montes de gente a ir aos espectáculos dela. Como se decide que alguém é fei@? Nunca cheguei a perceber. E continuam a insistir na "não beleza" dela!

Não é que não perceba o conceito, mas é que não consigo gostar de alguém cujo interior seja "feio" apesar de o exterior ser "aprazível". Eu sou considerada "não bonita". Mas só por aquelas pessoas que não sabem ver corações, não se dão ao trabalho de conhecer quem têm pela frente. São pessoas que não me interessa conhecer e com as quais não lido. É engraçado que me dou conta que só lido com pessoas bonitas. São todas especiais e carinhosas. Têm cada qual a sua personalidade muito própria. Umas mais fortes, outras mais sensíveis, mas todas especiais. São pessoas que tenho vindo a conhecer e a gostar muito. São parte de mim. São minhas amigas. 

São lindas!   :o)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Os personagens e as suas mudanças numa história

Qual o interesse de salvar uma pessoa/uma personagem que não quer ser salva? Como terminar uma história sem que pareça lamechas?

Se o anti-herói conseguiu andar séculos (como no caso do 2F, o anti-herói do Ups! Engoli uma Estrela) a ser "mau" e a ter gosto nisso, por que haveria ele querer mudar? Não parece muito plausível, pois não? Qual a veracidade de tal situação? Poderia Hitler alguma vez tornar-se num amigo dos judeus? É esta a resposta, no fundo. Poderia alguém como Hitler alguma vez tornar-se amigo de judeus? Talvez se não o soubesse a priori. E se depois o soubesse? Se fosse esse o caso, ele teria ainda mais raiva dos judeus. Lançaria ainda mais ofensivas contra esse povo por conta dessa raiva acrescida. Haveria alguma vez uma maneira de resolver essa raiva? Talvez através da morte do personagem. Ou seria um personagem com pouca credibilidade, que preferiria perder razão e "dar o braço a torcer". Isto nunca aconteceria com um personagem muito forte. Ter razão ou ter paz. Para algumas pessoas, não ter razão é perder todo o significado da vida. A raiva ganha uma personalidade própria e a pessoa já não consegue viver sem ela, sem a companheira de vida. Faz sentido para muita gente. Como viver sem a raiva? Não existe resposta para elas. É como um cão ter uma carraça e de repente ver-se livre da eterna companheira, que lhe fazia tanta companhia... É como uma pessoa que está sempre a queixar-se de uma determinada doença e de repente está curada. Qual o sentido da sua vida agora? Terá de encontrar outra doença para compensar. 

Mas... Serão os personagens, pessoas?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Duos... Dores

Dor ou alegria? 

A dualidade.
É muito forçado este dualismo. Creio que o conceito deixou de fazer sentido. Que aconteceu ao Yin e ao Yang? Misturam-se. Deixam os contornos que dantes tinham. Aqueles contornos rígidos que nós muitas vezes em crianças fazemos para termos a certeza do que existe. É crescer. É Ser sem amarras, sem julgamentos. É ser livre. E nem isso. Ou "Livre" terá de ser o contrário de "Preso".

Os conceitos estão agora diluídos...

domingo, 8 de janeiro de 2012

É com gente assim que se faz Portugal!

Um texto para pensarmos do meu amigo e colega Samuel Pimenta. Para reflectir...

Manifesto de Portugal Emancipado 


"Saio hoje à rua gritando chamo-me Portugal!

Que se calem os que me calam a voz, pois hoje grito orgulhosamente o meu nome! Chamo-me Portugal!

Sou o barco intemporal da Europa e o rosto que desde a formação do mundo beija o oceano amorosamente e sem cansaço. Sou o porto feérico do sonho e da esperança, a ponte entre o velho e o novo mundo. Deixo que a audácia me defina e que a liberdade me permita abraçar o fado sublime que me pertence. Heroicamente, construo um magnífico império de homens emancipados, pois sou a promessa quimérica cumprida e a utopia do desejo alcançada. Por isso, hoje, calem-se todos os que me calam a voz, pois sou eu que falo, Portugal!

Calem-se! Calem-se esses senhores indignos de falar em meu nome e em nome do povo que é meu e só meu! Calem-se esses dantas iguais a todos os dantas que já passaram e que hão-de vir! Calem-se os sebastiões indesejados e os salazares desta nova senhora a que chamam de Democracia! Calem-se! Calem-se! Calem-se! Chegou o tempo de eu, Portugal emancipado, bradar enfurecidamente por todos os cantos desse meu rectângulo alienado, dessa Europa arruinada por fantoches, desse mundo que se esqueceu de mim. Chegou o tempo de eu gritar o meu nome bendito com o orgulho que me enche o peito! Portugal!

Que se calem os que não são o Portugal de D. Afonso Henriques e de Pessoa, de D. Dinis e de Souza-Cardoso, do Visionário Infante e de Camões, de D. João II e de Amália, de D. Manuel I e de Gil Vicente, de Sophia e de Garrett, de Eça e de Vasco da Gama, de Saramago e de António Vieira, de Bartolomeu Dias e de Cesário Verde, de Almada Negreiros e de Vasco Santana, de Vieira da Silva e de Bocage, de Álvares Cabral e de Cesariny, de Beatriz Costa e de Miguel Torga, de Eduardo Viana e de Salgueiro Maia! Calem-se! Que se calem todos os que me ofuscam levianamente o brilho e o mérito, fazendo crer ao meu povo que é a mediocridade que me anima. Não sou tacanho, não sou incapaz, não sou imbecil. Sou o país da vontade férrea e da glória que o meu povo almeja, a esperada vitória por cumprir. Por isso, calem-se todos os que ao meu povo mentem, roubam e pregam uma realidade distorcida!

Calem-se!

Calem-se!

Calem-se!

Sou o Portugal Emancipado, o Portugal que é do mundo e das gentes, o Portugal humano e imaterial, o raio de luz que rasga a névoa do oceano com a volúpia dos que querem ser sempre mais e melhor. Sou o Portugal Emancipado que não é das gentezinhazinhas usurpadoras e corruptas. Sou o teu Portugal, tu que me escutas a voz. Sou o Portugal da consciência desperta dos homens e das mulheres que acreditam em mim, que mudam o seu mundo para que eu renasça e me cumpra. E eu irei renascer! Eu cumprir-me-ei! Pois pertenço aos seres livres que me querem grandioso e autêntico, que me querem sempre igual ao que eu verdadeiramente sou e ao que, hoje, grito orgulhosamente, para que se calem, de uma vez só, todos os que me têm calado a voz!

Calem-se! Pois hoje falo eu!

Chamo-me Portugal!


Alcanhões, 5 de Janeiro de 2012


Samuel Pimenta"
Subscrevo. E tu?

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