Gaia (Adoa Coelho)

Gaia é a personificação do antigo poder matriarcal das antigas culturas Indo-Européias. É a Grande Mãe que dá e tira, que nutre e depois devora os próprios filhos após sua morte. É a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo. Nos mitos gregos, os conflitos entre Gaia e as divindades masculinas representam a ascensão do poder patriarcal e da sociedade grega sobre os povos pré-existentes.

sábado, 19 de maio de 2012

Orfeão do Porto


Hoje irei estar no Orfeão do Porto a partir das 17h, se a vida não tiver outros planos para mim!
Vai haver música, debates, entrevista à autora e sonhos no ar!

:o)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Ups! Engoli uma Estrela na televisão



Em breve notícias.

Hoje na estação de televisão MVM vou estar em directo por volta das 15:30h.
Podem seguir pela net.

sábado, 12 de maio de 2012

Feira do Livro de Lisboa

Queridos amigos,

Estou de momento em Portugal a promover meu primeiro livro Ups! Engoli uma Estrela.

Estarei este fim-de-semana em Lisboa na Feira do Livro.
Podem encontrar-me no Pavilhão C07 a partir das 17h, Sábado e Domingo.




Espero encontrar-vos lá! Levem muitas perguntas!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

RESPEITO



Quando os temas se repetem é porque ainda não estão resolvidos em nós e podem aparecer-nos de muitas maneiras. Geralmente temos amigos que nos ajudam a trazê-los à superfície. E quando não são amigos (aquelas pessoas às quais damos esse nome carinhoso) são os inimigos (aquelas pessoas que nos dão uns empurrões na vida para nos fazer caminhar e nós pensamos mal delas...). Essas pessoas fazem-nos o favor de nos ensinar lições muito importantes ou não se apresentariam à nossa frente.

É assim que tem sido a minha vida e eu, como grande teimosa que sou, quero estar sempre a aprender as mesmas lições como se já não as soubesse de cor. Sei-as mas funciono como se não as soubesse, por isso as repetições. Sou mesmo muito teimosa!

A lição que ando a aprender desde criança é "como me respeitar". É esta a lição que muitas das pessoas que sofrem de Bullying precisam de aprender. Bullying, Mobbying, racismo, homofobia, escolham.

Já a minha irmã tentava ensinar-me esta lição quando éramos pequenas. Tive pessoas de todas as idades e em todas as situações possíveis para me ajudar. Cheguei a ter um patrão que me maltratou e eu deixei. Deixei porque achava que merecia o castigo. Tinha pessoas de todo o tipo a maltratar-me. Eu inclusive. E não duvidem, as pessoas tratam-nos da mesma maneira que nós nos tratamos. Afinal, nós é que lhes dizemos como o fazer.

O primeiro passo começa exactamente por nós. Como podemos começar por nos tratar bem? Talvez através da nossa alimentação? Através da nossa higiene diária? Do nosso diálogo interior? Higiene diária também pode passar pelo nosso diálogo interior. E o que é isso?

Quantas vezes por dia gastamos as nossas energias a falar mal de nós próprios?
- Não faço nada de jeito.
- Não sou capaz.
- Não consigo.
- Não tenho dinheiro suficiente.
- Não mereço.
- ...

Quantas destas frases utilizas no teu dia-a-dia?

Pois! É por aqui que devemos começar. Se mudamos a nossa maneira de pensar, mudamos a nossa maneira de actuar. A nossa tendência é actuar de acordo com o que pensamos, seja real ou não.

De cada vez que pensares que não és capaz de algo, responde a uma simples pergunta: Quantas vezes já foste capaz de fazer o que te propunhas? Certamente muitas. Toma atenção à qualidade do que fizeste. Houve alturas em que caíste e não tardaste a levantar-te. Observa uma criança a aprender a caminhar, a aprender a ler, a aprender a somar. Não era difícil quando estávamos a começar a aprender? Mas depois as tarefas simplificaram-se. Foi a prática que tornou essas tarefas fáceis.

Assim é com a vida. Assim é com o nosso discurso mental.

- Eu consigo.
- Eu sou capaz.
- Eu mereço.
- Faço coisas fantásticas.
- Eu tenho dinheiro suficiente para o que preciso.
- ...

Curiosamente, também houve pessoas que me ensinaram que sempre que eu me respeitava - e dependia também da forma como o fazia - tinha sempre consequências adjacentes.

Lembro-me bem de quando a minha colega Raquel, na escola primária, me deu um beliscão e eu, para lhe mostrar que não tinha gostado, resolvi fazer-lhe o mesmo. Não quis ser queixinhas e defendi-me. Ela foi a chorar contar à professora. Apanhei! Pagar com a mesma moeda não é respeitar-nos e pode não ser o caminho de nos fazer respeitar. É não fazer o que vai contra nós que significa respeitar-nos. Sim, achei que a professora tinha sido injusta, mas a minha colega nunca mais me deu beliscões!




Quando vemos algo com o qual não concordamos mas seguimos em frente, é isto, é aqui que podemos parar e dizer "não!". Depois temos as consequências, obviamente. Já "perdi" trabalhos por causa disso.  Mas a questão é: O que perdi na realidade? Será que perdi alguma coisa? Ou ganhei?

Na verdade, foi o facto de não ter ligado aos indícios do que via à minha volta, porque há sempre indícios, que me meti nas situações. Dali só poderiam sair os resultados que saíram. Qual a novidade? Não fui sempre eu a escolher? Não o fazemos todos?

Não quer dizer que a vida seja mais fácil ao seguirmos o caminho da nossa integridade, é geralmente mais difícil. Apenas significa que o seguimos de cabeça erguida. Há poucas coisas nas quais devemos fincar pé, os nossos direitos podem ser uma delas. O respeito por nós próprios é outra e certamente a mais importante.

A vida dá-nos os desafios para os quais estamos preparados. Nunca duvidem! Deus só dá nozes a quem tem dentes.

domingo, 6 de maio de 2012

A beautiful short film..

sábado, 5 de maio de 2012

As "Pequenas" Coisas da Vida...

 


A não é a preto e branco ou feita apenas de momentos "gloriosos". Os momentos mais saborosos são precisamente aqueles que, de ser tão "pequenos", nos marcam. É a intensidade e o valor simbólico que conta.

Quando era criança, vivia rodeada de pessoas idosas. Gostava especialmente da Esterinha. Ela pedia-me para lhe retirar os cabelos brancos. Dizia que me daria uns centavos por cada um. Nunca percebi qual o problema com os cabelos brancos, adoro os meus. Nunca cheguei a ver a colecção prometida que tinha ganho em tão nobre trabalho! Nunca me fixei nisso. Lembro-me de ir para casa dela. Bebíamos café fraco com torradas com manteiga. Molhávamos no café! Sabia bem! Nunca mais bebi café sem ficar doente e naquela altura bebia-o sem problemas. Ela contava-nos histórias que não me lembro, só de duas. Mas ficava muito concentrada em tudo o que ela dizia.

Lembro-me quando ela me repreendeu por tirar as lapas do nariz e metê-las na boca! E de contar, com ar muito sério, quando lhe mostrei uma abelha morta que encontrei  no nosso quintal, que não se devia matar as abelhas porque também elas eram criaturas de Deus! Lembro-me de ter ficado triste por ela ter pensado que tinha sido eu a matá-la.

Lembro-me de outras histórias. Lembro-me que ela sofria nas mãos de um homem que vivia com ela. Nunca percebi o porquê.

Lembro-me que ela tinha duas bonecas de porcelana que nos deixava pegar de vez em quando. Eram mágicas. As bonecas mais lindas que alguma vez tinha visto! Estavam-nos prometidas - a mim e à minha irmã. Tão-pouco alguma vez as reclamei. Nunca fui de reclamar nada.

Quando ela estava para morrer, fui chamada a visitá-la e não sabia o que dizer. Lembro-me de ter a cabeça cabisbaixa. Estava triste. Foi a primeira vez que vi a morte como uma separação sem solução e chorei. 

A minha Esterinha!

Quando era criança, brincava e ria como todas as crianças, acho. Mas sempre digo que nasci velha. Não sei se por ter crescido rodeada de pessoas idosas ou se por natureza da minha alma já de si bastante introspectiva. Mas foi assim que nasci.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sinceramente, tua.

Há muita gente com medo desta palavra. Mas não é da palavra oca que têm medo, têm medo daquela que realmente diz o que pensamos. Todos nós, ou muitos de nós, gostará de dizer que o é. Para muitos que o afirmam não será verdade embora o desejem. Ninguém conseguirá dizer 100% o que pensa. Gostamos de pensar que sim, mas a verdade é que precisamos muito de ser amados por quem nos rodeia. Precisamos que gostem de nós. Eu preciso!

De cada vez que sorrimos sem necessidade e esperamos que nos sorriam de volta, de cada vez que mostramos o que fizemos para receber um elogio... Sim, precisamos que gostem de nós. Crescemos assim. Aprendemos que é com um sorriso que somos aceites e dói muito quando não o somos.

Tudo o que aprendemos em crianças vamos repetir pela vida fora. É um padrão que repetimos sem consciência. Estamos na vida e só vemos os caminhos que nos ensinaram a ver. Não é culpa de ninguém! Foi assim que aprendemos, é assim que agimos.

Quando aprendemos a sair desse círculo vicioso o Mundo abre-se para nós com muitas mais possibilidades.
Se sairmos do campo da sinceridade e formos ver como reage uma pessoa agressiva, encontramos algo como o seguinte:

Uma pessoa agressiva aprendeu que é batendo que consegue defender-se ou obter os seus objectivos. O medo que a pessoa sente ao falhar nalgum destes pontos torna-se insuportável e só consegue lidar com ele desta forma. Quando a pessoa agressiva começa a perceber que o problema não está nos outros mas em si, todo um mundo se abre. Um Mundo de possibilidades. A partir daqui, esta pessoa será capaz de dialogar, cooperar, ajudar, ver quem a rodeia, etc. Deixará de ser cega e começará a retirar a areia de dor que se provocava até àquele momento. Sei-o porque passei por isto. Passo por isto, já que não existem milagres e os caminhos só se tornam mais fáceis se os caminharmos.

Quanto à "sinceridade", sei que consegue magoar. Dói tanto como um murro no estômago. Talvez mais. Por vezes pode parecer que nos vai matar, mas o engraçado é que nunca acontece! Como podem as palavras matar-nos? Há gestos que o podem fazer e evitámo-los. A "sinceridade" é simplesmente o que outra pessoa pensa sobre nós e nós dela. É a nossa verdade ou a verdade da outra pessoa. O que existe de mal ou mau nisso?



Pela minha experiência pode, pelo contrário, ajudar-nos a crescer. Podemos usar isso para ver outros caminhos que não conseguimos visualizar e são imensos. Vamos sempre aprender se nos dispusermos a isso. Só vejo vantagens! Ademais, mostra-nos quem é a outra pessoa, sem máscaras. Só vantagens!
A mentira, embora útil muitas vezes, suga-nos muita energia. E se usássemos essa energia para coisas bem melhores? Não é outra vantagem?

Uma pessoa que mente vai ter de trabalhar para manter essa e as outras mentiras. Porque vai precisar sempre de outras para manter a primeira. Vai ter de estar sempre a prestar atenção a tudo o que fez e disse. Nunca terá descanso. E vai, eventualmente, ser descoberta. É uma perda de tempo para além de energia.

Se eu cortar caminho simplifico a minha vida, a dos demais, ganho tempo, energia, felicidade. Pode acontecer que encontremos quem não goste ou até use o facto para nos magoar, mas não nos esqueçamos nunca do seguinte: O poder de nos magoar é sempre nosso. Cabe-nos dá-lo a alguém ou não. A escolha é sempre nossa. As consequências também.