Gaia (Adoa Coelho)

Gaia é a personificação do antigo poder matriarcal das antigas culturas Indo-Européias. É a Grande Mãe que dá e tira, que nutre e depois devora os próprios filhos após sua morte. É a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo. Nos mitos gregos, os conflitos entre Gaia e as divindades masculinas representam a ascensão do poder patriarcal e da sociedade grega sobre os povos pré-existentes.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Duos... Dores

Dor ou alegria? 

A dualidade.
É muito forçado este dualismo. Creio que o conceito deixou de fazer sentido. Que aconteceu ao Yin e ao Yang? Misturam-se. Deixam os contornos que dantes tinham. Aqueles contornos rígidos que nós muitas vezes em crianças fazemos para termos a certeza do que existe. É crescer. É Ser sem amarras, sem julgamentos. É ser livre. E nem isso. Ou "Livre" terá de ser o contrário de "Preso".

Os conceitos estão agora diluídos...

domingo, 8 de janeiro de 2012

É com gente assim que se faz Portugal!

Um texto para pensarmos do meu amigo e colega Samuel Pimenta. Para reflectir...

Manifesto de Portugal Emancipado 


"Saio hoje à rua gritando chamo-me Portugal!

Que se calem os que me calam a voz, pois hoje grito orgulhosamente o meu nome! Chamo-me Portugal!

Sou o barco intemporal da Europa e o rosto que desde a formação do mundo beija o oceano amorosamente e sem cansaço. Sou o porto feérico do sonho e da esperança, a ponte entre o velho e o novo mundo. Deixo que a audácia me defina e que a liberdade me permita abraçar o fado sublime que me pertence. Heroicamente, construo um magnífico império de homens emancipados, pois sou a promessa quimérica cumprida e a utopia do desejo alcançada. Por isso, hoje, calem-se todos os que me calam a voz, pois sou eu que falo, Portugal!

Calem-se! Calem-se esses senhores indignos de falar em meu nome e em nome do povo que é meu e só meu! Calem-se esses dantas iguais a todos os dantas que já passaram e que hão-de vir! Calem-se os sebastiões indesejados e os salazares desta nova senhora a que chamam de Democracia! Calem-se! Calem-se! Calem-se! Chegou o tempo de eu, Portugal emancipado, bradar enfurecidamente por todos os cantos desse meu rectângulo alienado, dessa Europa arruinada por fantoches, desse mundo que se esqueceu de mim. Chegou o tempo de eu gritar o meu nome bendito com o orgulho que me enche o peito! Portugal!

Que se calem os que não são o Portugal de D. Afonso Henriques e de Pessoa, de D. Dinis e de Souza-Cardoso, do Visionário Infante e de Camões, de D. João II e de Amália, de D. Manuel I e de Gil Vicente, de Sophia e de Garrett, de Eça e de Vasco da Gama, de Saramago e de António Vieira, de Bartolomeu Dias e de Cesário Verde, de Almada Negreiros e de Vasco Santana, de Vieira da Silva e de Bocage, de Álvares Cabral e de Cesariny, de Beatriz Costa e de Miguel Torga, de Eduardo Viana e de Salgueiro Maia! Calem-se! Que se calem todos os que me ofuscam levianamente o brilho e o mérito, fazendo crer ao meu povo que é a mediocridade que me anima. Não sou tacanho, não sou incapaz, não sou imbecil. Sou o país da vontade férrea e da glória que o meu povo almeja, a esperada vitória por cumprir. Por isso, calem-se todos os que ao meu povo mentem, roubam e pregam uma realidade distorcida!

Calem-se!

Calem-se!

Calem-se!

Sou o Portugal Emancipado, o Portugal que é do mundo e das gentes, o Portugal humano e imaterial, o raio de luz que rasga a névoa do oceano com a volúpia dos que querem ser sempre mais e melhor. Sou o Portugal Emancipado que não é das gentezinhazinhas usurpadoras e corruptas. Sou o teu Portugal, tu que me escutas a voz. Sou o Portugal da consciência desperta dos homens e das mulheres que acreditam em mim, que mudam o seu mundo para que eu renasça e me cumpra. E eu irei renascer! Eu cumprir-me-ei! Pois pertenço aos seres livres que me querem grandioso e autêntico, que me querem sempre igual ao que eu verdadeiramente sou e ao que, hoje, grito orgulhosamente, para que se calem, de uma vez só, todos os que me têm calado a voz!

Calem-se! Pois hoje falo eu!

Chamo-me Portugal!


Alcanhões, 5 de Janeiro de 2012


Samuel Pimenta"
Subscrevo. E tu?

Link original AQUI.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Enganos...



Por mais que tentemos enganar a vida...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Escrever Tempo

Tenho escrito textos todos os dias. É bom para não enferrujar os dedos. 
É bom, sobretudo, para não enferrujar o cérebro. 
Esta união cérebro/dedos/escrita é muito interessante. São os pensamentos que se formam na cabeça, saem pela ponta dos dedos transportando-se para a tela do computador em forma de letras que formam palavras que formam os textos, as ideias, as histórias. 
É um momento mágico que nunca mais se repetirá. Não com estas letras e palavras. Irá ser sempre diferente. É como os ponteiros do relógio que andam constantemente à volta, nunca saem do sítio, mas indicam constantemente horas diferentes, dias, anos. Cada minuto passa e não se repetirá jamais.

Passou.

Terminou. 



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Hoje o AMOR

Hoje as gatas - Catarina e Wendy - foram ao veterinário. Elas sentiram-se bastante reticentes para entrar nas caixas de transporte, quais animais prontos para ir para o carniceiro. Não era este o caso, mas elas, como qualquer animal, não gostam de estar presas ou mesmo de andar de carro. É que nunca sabem onde irão parar. Mas elas hoje portaram-se bem... Bom, o que se pode qualificar disso. E estiveram muito sossegadas na sala de espera. Havia um cão muito giro que engraçou com a Catarina. Queria por tudo aproximar-se dela! Estive quase todo o tempo com a minha mão direita a acariciar a Catarina de maneira a que ela não ficasse stressada e assustada. Acho que resultou, pelo menos na medida do possível.

Quando entramos na sala da médica, foi a vez da Catarina sair da caixa, aquela para a qual ela não queria entrar ao início... Desta feita, não queria sair! Mas teve de o fazer, até porque foi forçada a isso. Com jeito, retirei-a de lá. Ficou bastante encolhida em cima da mesa. Assustada. Levou uma injecção e tentava esconder-se debaixo do meu sovaco esquerdo. Não sei por que razão os gatos pensam que se podem esconder por debaixo dos sovacos dos "donos"! Parecem-se com os avestruzes a esconder a cabeça na areia. Os gatos também gostam muito de se esconderem por detrás de várias coisas e deixam o rabo de fora... lololol Enfim! Fica a intenção!

Mas é de notar a capacidade de acreditarem que as pessoas que lhes dão de comer todos os dias querem no fundo protegê-los. É esta a ideia com que fico. É pelo menos aquela em que me apraz pensar. Aquela que faz com que uma criança maltratada queira sempre acreditar que os familiares que a maltrata são no fundo boas pessoas e só lhes querem o bem. Por isso as maltratam e magoam. É para o meu bem - pensam - fui má... mau.

É sempre uma esperança infantil e muito inocente que perdura. Até quando as pessoas votam em certos políticos. Muitas vezes creio que seja nessa linha de mentalidade. Acreditam infantilmente, não com a razão. Depois pode vir a desilusão ou não, muitas vezes nem a vêem. Estão tapadas a essa possibilidade e desculpam sempre.
- Não foi por mal...
- Não é culpa deles...
- Não foi assim...
- Foram melhores que os outros que estiveram lá antes...

Tal como as crianças...

Tudo mentiras para se enganarem.
E se os animais na maioria das situações têm razão e os "donos" querem mesmo o melhor para eles, nós, os humanos votantes e sei lá mais o quê, andamos meio perdidos sem saber em quem acreditar, confiar, etc. É que no fundo sabemos que as pessoas em quem votamos são mesmo iguais a nós.
Contra isto não há nada a fazer...

Não podemos dar-nos ao luxo de confiar em ninguém enquanto não confiarmos em nós mesmos e deixarmos de roubar, enganar, mentir, usurpar, e tudo aquilo do qual culpamos os nossos políticos. As queixas não nos servem de nada, apenas nos deitam abaixo e impedem de reagir de modo a ultrapassar as situações. Acabam também por nos prender a situações que queremos ultrapassar.

São uma âncora poderosa.

domingo, 1 de janeiro de 2012

E é assim que começa...


Feliz Ano Novo!!!!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Ups! Engoli... uma Máquina de Registo Cardíaco

Mais um trabalho de uma aluna de 6º ano:



Estava eu um dia a fazer uma cirurgia plástica a um homem quando... Ups! Engoli uma máquina de registo cardíaco, deixaram de fazer a cirurgia, a minha boca só fazia pi, pi, pi, chamaram médicos cientistas, uns queriam abrir-me a barriga, chamar a imprensa e dizerem perante todo o mundo que eles salvaram a, a, a mulher máquina de registo cardíaco. Outros, queriam levar-me para um laboratório, tirarem-me cabelos, unhas, sangue, traduzindo, fizeram de mim cobaia. Este país está cada vez pior, depois de todos os serviços que eu prestei àquele hospital!

Bem, por fim, acabei numa sala cirúrgica a fazer de máquina de registo cardíaco, não é que não me importasse, pois temos de nos aceitar como somos e, além disso, não havia perigo de alguém morrer numa cirurgia, pois eu podia controlar os batimentos cardíacos.

Bem, a moral desta história é ...ou isto não é uma fábula, ah, ah, ah, mas não deixa de ter uma pequena moral, nunca engulam uma máquina de registo cardíaco.

Flávia Coelho Nº12 6º B
https://www.facebook.com/upsengoliumaestrela