Gaia (Adoa Coelho)

Gaia é a personificação do antigo poder matriarcal das antigas culturas Indo-Européias. É a Grande Mãe que dá e tira, que nutre e depois devora os próprios filhos após sua morte. É a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo. Nos mitos gregos, os conflitos entre Gaia e as divindades masculinas representam a ascensão do poder patriarcal e da sociedade grega sobre os povos pré-existentes.

Um dia a mãe foi buscar-me ao infantário. Pelo caminho levava-me pelo ar. Íamos depressa, apenas podia colocar a ponta dos pés no chão para me ajudar a acompanhar o passo e impedir de cair. Olhava para cima, para o ar sério e apressado dela. Já em casa perguntei-lhe onde estava o pai. - Está na revolução... - disse com ar gravoso que ficou marcado aqui dentro desde então. Tinha dois anos e nunca poderei esquecer  este dia ou o seu significado.




Foi o dia em que comecei a crescer em liberdade.


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Dragonboy



Este filme de animação fez-me lembrar o Aniquibóbó e a cena em que os miúdos lutam por causa da rapariga... Foi tudo forjado para que eles andassem mesmo à luta e a cena ficasse o mais verídica possível. Eles, os miúdos actores, gostavam ambos dela!   :o)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Pay it Forward




Basta que cada um de nós mude para o Mundo mudar.
Eu faço a minha parte.

E tu?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

As Minhas Histórias


Às vezes gostaria de apenas esquecer-me de quem sou. É um grande passo para cada pessoa - esquecer todas as histórias que nos construíram até agora e viver cada minuto como o primeiro. Claro que teria os inconvenientes da lógica. Esquecer de como se lê ou escreve, por exemplo, ou esquecer os nossos pais. Mas não é disso que se trata, não é de Alzeimer que falo. É mesmo de deixar as histórias que nos massacram de lado. Retirar a sabedoria delas, aprender, construir os tais degraus com elas e seguir em frente. É disto que falo. Para conseguir isto é preciso muito trabalho, é preciso olhar-nos nos olhos e ver a nossa alma despida sem matizes para disfarçar. É ter a coragem de sangrar, de estarmos nus perante nós mesmos para nos darmos um bom banho de realidade. Não adianta esconder quem somos por que há uma parte de nós que a conhece. É acedendo a ela que nos tornamos quem somos. É acedendo a ela que deixamos a nossa luz brilhar sem vergonha, sem medo de transpirar luz, sem medo de sermos grandes e lindos e maravilhosos. É disto que falo. A nossa nudez provém das histórias despidas.

Comecei este processo há três anos e nunca mais o poderei deixar. Para dizer a verdade última, comecei este processo desde que nasci. Não será por acaso que me lembro de coisas que aconteceram quando ainda tinha dois e quatro anos. São muitas histórias acumuladas, muitas malas de memórias que parecem não ter fim ou solução. Peguem num puzzle de 10 mil milhões de peças e levem-no às costas. Cada peça é uma história na nossa vida desde que nascemos, mas estas são apenas aquelas das quais nos recordamos. Cada história pesa em cada situação que vivemos no presente, por isso andamos carregados com elas - porque pensamos que elas nos vão ajudar a perceber quem somos.

Para além de serem um peso morto, elas (na maioria das vezes) apenas nos atrasam a ver e a fazer o que desejamos - a nossa luz. Usámo-las como desculpas, como verdades últimas de quem somos, de como o Mundo nos tratou e vai tratando. Uma grande ilusão. As histórias mostram-nos sim quem somos, mas é preciso olhar para elas sem vergonha e ver tudo, mesmo aquilo que mais nos magoou sem óculos coloridos para nos desviar das lições e do ouro real que as histórias nos dão. Cada uma dessas histórias de dor realizam parte essencial de nós e só desaparece quando descobrimos o ouro que estava por detrás. É assim que nos livramos desse peso morto. Mas por vezes este peso nem é morto. Não o é na medida em que vivemos nesse passado e nos perdemos nele como se o vivêssemos agora. Quantas vezes não ficamos assustados e com o coração a bater desenfreadamente quando nos lembramos de parte delas? Quantas vezes não reavivamos as nossas raivas e medos?

Pois esta é uma das maneiras de vivermos o passado e de o usarmos para impedir uma boa-aventurança no chamado "futuro". Tomamos decisões pondo todo o peso no passado esquecendo que há mais respostas, mais caminhos do que aqueles que já percorremos e nos magoaram. Mas continuamos nesses caminhos porque são aqueles que conhecemos e temos medo de trilhar outros, ou até de desbravar novo terreno porque sempre nos ensinaram que devemos desconfiar de desconhecidos. Aplicamos esta regra a tudo, a caminhos também.

Em vez de crescer para nos tornarmos em quem nascemos para ser - seres plenos e adultos - continuamos a ser crianças assustadas e cheias de medo. Usamos os telejornais para nos mantermos neste filme diminuído e que também nos diminui. Quem liga o televisor? Quem escolhe esta formatação? Quem escolhe?
Fui sempre eu. Sou eu quem tem medo de ser diferente da "norma" e esqueço que norma só o é porque foi instituída pela maioria. Ao lado existe toda uma enorme gama de desvios, de outras realidades que por fugirem ao que uns chamam de "norma" têm de ser tratados. Nas escolas, as crianças têm medo de ser quem são para não serem vítimas de bullying, nos trabalhos temos de vestir e fazer o que nos mandam ou somos marginalizados e despedidos.

Crescemos para servir outros e esquecemos que a nossa grande vocação vem de nos servir a nós. Quando eu sei o que quero não posso nunca ser usada para servir os demais, só me poderei ter a mim como mestre. Sigo-me a mim e dou-me como exemplo para quem quiser. Sou exemplo apenas de mim própria, só respondo por mim. Pelos outros, cada qual que se responsabilize. Sejam responsáveis pelas vossas histórias, irão descobrir que são responsáveis pelas vossas vidas e pela vossa luz. Só serão infelizes se o desejarem, não há ninguém a quem colocar as culpas, não é culpa de ninguém. Foi assim a construção da nossa vida, do nosso lar. Não culpem ninguém e serão capazes de reaver a vossa vida como algo que só a vós corresponde a sua continuação. Escolham o vosso caminho, a vossa alegria, a vossa virtude. Façam este caminho por vocês, não peçam a ninguém para fazer as vossas escolhas. No fim, serão só vocês quem vai responder elas. A conta final será sempre apresentada a cada um de nós. Para quê mais desculpas? Desculpas para nos livrarmos de tomar o nosso poder de volta! E quem damos esse poder? A quem? Pois a quem tememos não nos deixe viver. Quem é que não nos deixou viver? Nós. Quem deu o poder para fazer isso? Nós. Somos sempre nós.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Passo a passo



Olhar para trás provoca muita dor, mas só avançamos quando a dor se transforma em degraus.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A Padeira de Lutópia

Era uma vez um país chamado Lutópia. As pessoas deste país viviam sossegadas porque, embora se metessem na vida dos vizinhos, geralmente este meter o nariz também significava saber se estava tudo bem e, quando não estava ajudavam-se uns aos outros.


Em Lutópia os campos eram verdes e gabavam-se de ter sempre comida saudável nas mesas. Aborreciam-se com pouco, mas quando se aborreciam…

Havia, neste país, uma padeira a quem todos gabavam o pão. Felicitavam-na por ser tão trabalhadora. Levantava-se cedo, apanhava os transportes públicos e lá fazia a sua vida. Não tinha muito, mas sentia-se digna e honrada do seu trabalho.

Mas o governo, porque nem tudo era perfeito neste país de fadas, começou a complicar a vida à padeira. Afinal de contas ela era mais amada que o governo. Vendo-se ameaçado por alguém que alimentava o povo, o governo mandou aumentar o preço do pão. Aumentou tanto que quem trabalhava já não podia comer um único pão por mês. A morrer de fome, o povo queixava-se. De nada serviu.

A padeira, habituada a resolver tudo com proficuidade, pegou na pá antes que ela começasse a ganhar pó e saiu à rua.

Os vizinhos, curiosos e cuscas, seguiram-na. Quando a padeira chegou às portas do governo ainda teve de esperar que este abrisse o expediente. Como ela tinha tempo, esperou. Enquanto isto, os vizinhos de todo o país espreitavam a ver no que isto ia dar. E acumulavam-se atrás da padeira.

Quando o governo, por fim, chegou, encontrou o país à porta. Com receio, até porque o povo era mais em número do que os regentes temporários, ouviram o convite da padeira depois de os deixar entrar ao serviço - Ou saem pela janela ou usam a porta…




Nota da autora - Longe de ser dos meus melhores contos, apenas vos digo: Contem o conto e acrescentem-lhe um ponto…

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Passagens das almas

As minhas deambulações nocturnas levam-me a vários lugares da mente e do Universo. Esta noite não dormi. Embora me tenha deitado, acabei por me levantar de vido a um monólogo que estava a ter e me exaltou. As conclusões de todo o monólogo foi uma visão muito bonita de como funciona todo este sistema de almas com que vivemos. Como tive uma certa dificuldade em visualizar todo este processo com Luz, fui buscar o exemplo da água. Penso que ficou muito bem explicado. Espero que consigam visualizar bem. Digam-me de vossa justiça.

As almas são o motor da vida. São feitas de luz que se “afasta” da Fonte e atraca nos corpos. Nós. Para tentar explicar melhor esta ideia, tive a comparação de como o mar existe e de como as gotas se separam dele de várias maneiras. Podem evaporar, ficar lá por cima e formar nuvens, chover, ser bebidas, comidas. A forma difere mas não deixa de ser água. H2O. Assim como quando morremos não deixamos de ser nós. A água chove (reencarna) e tem um percurso do mais variado aqui na terra. Escolhendo, é bebida e absorvida pelos seres e faz parte integrante deles. Entra na constituição das plantas, da terra, de todas as células vivas dos animais vertebrados e invertebrados... ou simplesmente água – nos rios, riachos, sarjetas, mares e oceanos. Terra, nuvens e fora do ciclo, ou seja, de regresso à fonte - evaporação (o que nós apelidamos de morte e que não existe verdadeiramente) – Deus. As almas têm os mesmos desafios. Estão encarnadas – têm um corpo; estão desencarnadas – sem corpo ou regressam à Fonte que é o que nós chamamos de Nirvana ou Deus. Da mesma maneira que a água não deixa de ser água estando num outro estado físico, nós tão-pouco deixamos de ser nós por estarmos noutro estado físico. Continuamos a ser nós!

Não estamos sozinhos ou separados dos demais, embora tenhamos essa ilusão. É o efeito do corpo que habitamos.

Somos feitos da mesma matéria do nosso criador. Outra coisa não seria de esperar, pois não! Somos seres de Luz.

Como muito bem explicou o Dr. Wayne Dyer, quando comemos um gomo de uma laranja, nós sabemos como será a sua fonte – uma laranja. Assim podemos saber como é Deus. É Amor. É Luz. Assim somos nós.

Como é a existência das almas quando desencarnadas? Bom, para isso terão de ler o segundo capítulo do Ups! Engoli uma Estrela!!!!
Boas leituras!


"We are made of Stars.
We're a way of the Cosmos to know itself!"
Cosmos = Deus
:o)