Gaia (Adoa Coelho)

Gaia é a personificação do antigo poder matriarcal das antigas culturas Indo-Européias. É a Grande Mãe que dá e tira, que nutre e depois devora os próprios filhos após sua morte. É a força elementar que dá sustento e possibilita a ordem do mundo. Nos mitos gregos, os conflitos entre Gaia e as divindades masculinas representam a ascensão do poder patriarcal e da sociedade grega sobre os povos pré-existentes.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Morrer

Das roupas, dos carros, das casas, dos corpos, da cor da pele, da sexualidade, do género, da cultura, da religião, ...
nada se leva para além da tumba.

Podemos, no entanto, levar uma de duas

AMOR ou ÓDIO

E a escolha é nossa.



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Opiniões e cabelos


A identidade do cabelo
está em quem o usa
e
manifesta-se
na sociedade
que
concorda
ou não.

Porque a sociedade gosta
de oferecer
a sua
opinião.

Esta é a minha...

(Sem imagem. Blah!)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Timoneiro

Quando era criança tinha uma máquina fotográfica imaginária e fazia as fotos mais fantásticas que sabia.
Só muito mais tarde pude dar azo ao dedo, mas muito controladamente. A fotografia analógica fica bastante cara. Agora, com as câmaras e a fotografia digital, pode-se fazer todas as fotos possíveis com o mínimo dos recursos. Ninguém me segura!
Recebi uma máquina fotográfica para o meu aniversário e estou a vingar-me do tempo e das fotos perdidas. Penso que agora me perdoarão...




Estou a dedicar-me mais à fotografia e com muito prazer.

Os meus trabalhos podem ser seguidos na página do Olhares.




sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Amor... Vivo?


Se o AMOR um dia transparecer...
que seja mais forte que o sexo.
que a raiva.
 e qualquer medo.
Se um dia o Amor transparecer,
que esteja VIVO.





quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Criar



Criamos para existir?




Ou seremos criados pelas nossas criações?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O meu Lugar


Quando todos se calam por medo
a verdade fica por dizer
e a mentira toma-lhe o lugar.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Catedrais


Visto o cobertor da noite e ponho o chapéu da memória para escrever este texto.

Comer uma sardinha aqui (Alemanha) é comer peixe sem alma. Uma fartura daqui é massa gordurosa disforme. Faltam-lhes o tempero da memória, da recordação perdida nos anos em que caminhei em direcção ao Porto, ou pelo menos até à ponte para arranjar um lugar para ver o fogo de artifício. E o som dos martelos de plástico, especialmente sonoros nas cabeças dos polícias fardados em noite de turno misturado com gargalhadas cúmplices ecoa de novo. E as Fontainhas? É lá que moram as farturas saborosas, a cerveja fresca que a acompanha, o cheiro das sardinhas que faz escorrer água da boca... É lá que vive a memória e o sabor, os meus sorrisos e sonhos de infância ao ver tanta gente na rua, alegre e divertida. E os risos de amigos, família, uma ou outra pessoa que mais tarde me desfez o coração.
Até a recordação de aulas de desenho em grupo me assomem.

As memórias podem ter um peso marcante. Um marca-passos. Leva-nos o coração sem pudor. Rouba-nos o momento presente, retira o sabor de tudo para o encher de saudade. Quem deseja viver uma meia vida assim?

Perco o coração para o passado, assomam-se culpas e arrependimentos, cimenta-se a vontade de voltar a comer da infância e juventude.

O Peter Pan tinha um jogo preferido de faz-de-conta em que imaginava comer tudo o que desejava. Crescemos e não há Pan que resista. Não chega imaginar, quero o prazer dos dedos sujos, o nariz cheio, os olhos arregalados e o coração de volta ao peito.

Não me esqueci do doce Teixeirinha que aquece a tripa e depois a liberta. Ou quão defraudada me senti a última vez que a comi.


Ó meu rico S. João!

domingo, 2 de junho de 2013

Sísifo


Assim vou de Castelo em Castelo.
Assim vou de Paixão em Paixão.
Tudo é seguro e fixo
Até ao momento (sempre precoce)
Em que tudo se desmembra e cai.
Fico sem Norte.
Busco-me.
Procuro-me sem fim.

Assim construo a minha Vida.
Assim construo o meu ser.
Tudo é seguro e livre
Até ao momento (sempre temível)
Em que tudo solidifica e prende.
Ganho um Sul.
Páro.
Estremeço e esmoreço na infinidade das certezas.

E

Assim vou de Castelo em Castelo.
Assim vou de Paixão em Paixão.
Tudo...



terça-feira, 13 de novembro de 2012

As Minhas Histórias


Às vezes gostaria de apenas esquecer-me de quem sou. É um grande passo para cada pessoa - esquecer todas as histórias que nos construíram até agora e viver cada minuto como o primeiro. Claro que teria os inconvenientes da lógica. Esquecer de como se lê ou escreve, por exemplo, ou esquecer os nossos pais. Mas não é disso que se trata, não é de Alzeimer que falo. É mesmo de deixar as histórias que nos massacram de lado. Retirar a sabedoria delas, aprender, construir os tais degraus com elas e seguir em frente. É disto que falo. Para conseguir isto é preciso muito trabalho, é preciso olhar-nos nos olhos e ver a nossa alma despida sem matizes para disfarçar. É ter a coragem de sangrar, de estarmos nus perante nós mesmos para nos darmos um bom banho de realidade. Não adianta esconder quem somos por que há uma parte de nós que a conhece. É acedendo a ela que nos tornamos quem somos. É acedendo a ela que deixamos a nossa luz brilhar sem vergonha, sem medo de transpirar luz, sem medo de sermos grandes e lindos e maravilhosos. É disto que falo. A nossa nudez provém das histórias despidas.

Comecei este processo há três anos e nunca mais o poderei deixar. Para dizer a verdade última, comecei este processo desde que nasci. Não será por acaso que me lembro de coisas que aconteceram quando ainda tinha dois e quatro anos. São muitas histórias acumuladas, muitas malas de memórias que parecem não ter fim ou solução. Peguem num puzzle de 10 mil milhões de peças e levem-no às costas. Cada peça é uma história na nossa vida desde que nascemos, mas estas são apenas aquelas das quais nos recordamos. Cada história pesa em cada situação que vivemos no presente, por isso andamos carregados com elas - porque pensamos que elas nos vão ajudar a perceber quem somos.

Para além de serem um peso morto, elas (na maioria das vezes) apenas nos atrasam a ver e a fazer o que desejamos - a nossa luz. Usámo-las como desculpas, como verdades últimas de quem somos, de como o Mundo nos tratou e vai tratando. Uma grande ilusão. As histórias mostram-nos sim quem somos, mas é preciso olhar para elas sem vergonha e ver tudo, mesmo aquilo que mais nos magoou sem óculos coloridos para nos desviar das lições e do ouro real que as histórias nos dão. Cada uma dessas histórias de dor realizam parte essencial de nós e só desaparece quando descobrimos o ouro que estava por detrás. É assim que nos livramos desse peso morto. Mas por vezes este peso nem é morto. Não o é na medida em que vivemos nesse passado e nos perdemos nele como se o vivêssemos agora. Quantas vezes não ficamos assustados e com o coração a bater desenfreadamente quando nos lembramos de parte delas? Quantas vezes não reavivamos as nossas raivas e medos?

Pois esta é uma das maneiras de vivermos o passado e de o usarmos para impedir uma boa-aventurança no chamado "futuro". Tomamos decisões pondo todo o peso no passado esquecendo que há mais respostas, mais caminhos do que aqueles que já percorremos e nos magoaram. Mas continuamos nesses caminhos porque são aqueles que conhecemos e temos medo de trilhar outros, ou até de desbravar novo terreno porque sempre nos ensinaram que devemos desconfiar de desconhecidos. Aplicamos esta regra a tudo, a caminhos também.

Em vez de crescer para nos tornarmos em quem nascemos para ser - seres plenos e adultos - continuamos a ser crianças assustadas e cheias de medo. Usamos os telejornais para nos mantermos neste filme diminuído e que também nos diminui. Quem liga o televisor? Quem escolhe esta formatação? Quem escolhe?
Fui sempre eu. Sou eu quem tem medo de ser diferente da "norma" e esqueço que norma só o é porque foi instituída pela maioria. Ao lado existe toda uma enorme gama de desvios, de outras realidades que por fugirem ao que uns chamam de "norma" têm de ser tratados. Nas escolas, as crianças têm medo de ser quem são para não serem vítimas de bullying, nos trabalhos temos de vestir e fazer o que nos mandam ou somos marginalizados e despedidos.

Crescemos para servir outros e esquecemos que a nossa grande vocação vem de nos servir a nós. Quando eu sei o que quero não posso nunca ser usada para servir os demais, só me poderei ter a mim como mestre. Sigo-me a mim e dou-me como exemplo para quem quiser. Sou exemplo apenas de mim própria, só respondo por mim. Pelos outros, cada qual que se responsabilize. Sejam responsáveis pelas vossas histórias, irão descobrir que são responsáveis pelas vossas vidas e pela vossa luz. Só serão infelizes se o desejarem, não há ninguém a quem colocar as culpas, não é culpa de ninguém. Foi assim a construção da nossa vida, do nosso lar. Não culpem ninguém e serão capazes de reaver a vossa vida como algo que só a vós corresponde a sua continuação. Escolham o vosso caminho, a vossa alegria, a vossa virtude. Façam este caminho por vocês, não peçam a ninguém para fazer as vossas escolhas. No fim, serão só vocês quem vai responder elas. A conta final será sempre apresentada a cada um de nós. Para quê mais desculpas? Desculpas para nos livrarmos de tomar o nosso poder de volta! E quem damos esse poder? A quem? Pois a quem tememos não nos deixe viver. Quem é que não nos deixou viver? Nós. Quem deu o poder para fazer isso? Nós. Somos sempre nós.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Passo a passo



Olhar para trás provoca muita dor, mas só avançamos quando a dor se transforma em degraus.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Passagens das almas

As minhas deambulações nocturnas levam-me a vários lugares da mente e do Universo. Esta noite não dormi. Embora me tenha deitado, acabei por me levantar de vido a um monólogo que estava a ter e me exaltou. As conclusões de todo o monólogo foi uma visão muito bonita de como funciona todo este sistema de almas com que vivemos. Como tive uma certa dificuldade em visualizar todo este processo com Luz, fui buscar o exemplo da água. Penso que ficou muito bem explicado. Espero que consigam visualizar bem. Digam-me de vossa justiça.

As almas são o motor da vida. São feitas de luz que se “afasta” da Fonte e atraca nos corpos. Nós. Para tentar explicar melhor esta ideia, tive a comparação de como o mar existe e de como as gotas se separam dele de várias maneiras. Podem evaporar, ficar lá por cima e formar nuvens, chover, ser bebidas, comidas. A forma difere mas não deixa de ser água. H2O. Assim como quando morremos não deixamos de ser nós. A água chove (reencarna) e tem um percurso do mais variado aqui na terra. Escolhendo, é bebida e absorvida pelos seres e faz parte integrante deles. Entra na constituição das plantas, da terra, de todas as células vivas dos animais vertebrados e invertebrados... ou simplesmente água – nos rios, riachos, sarjetas, mares e oceanos. Terra, nuvens e fora do ciclo, ou seja, de regresso à fonte - evaporação (o que nós apelidamos de morte e que não existe verdadeiramente) – Deus. As almas têm os mesmos desafios. Estão encarnadas – têm um corpo; estão desencarnadas – sem corpo ou regressam à Fonte que é o que nós chamamos de Nirvana ou Deus. Da mesma maneira que a água não deixa de ser água estando num outro estado físico, nós tão-pouco deixamos de ser nós por estarmos noutro estado físico. Continuamos a ser nós!

Não estamos sozinhos ou separados dos demais, embora tenhamos essa ilusão. É o efeito do corpo que habitamos.

Somos feitos da mesma matéria do nosso criador. Outra coisa não seria de esperar, pois não! Somos seres de Luz.

Como muito bem explicou o Dr. Wayne Dyer, quando comemos um gomo de uma laranja, nós sabemos como será a sua fonte – uma laranja. Assim podemos saber como é Deus. É Amor. É Luz. Assim somos nós.

Como é a existência das almas quando desencarnadas? Bom, para isso terão de ler o segundo capítulo do Ups! Engoli uma Estrela!!!!
Boas leituras!


"We are made of Stars.
We're a way of the Cosmos to know itself!"
Cosmos = Deus
:o)

domingo, 3 de junho de 2012

Desistir


Queria desistir do Eu e Ser.
Sei que é esse o caminho, o único caminho.

Quando o EU está presente esqueço-me de quem Sou, e Sou muito mais do que esse EU pede para MIM.
O MIM também já é falso. Não existe. Está tudo embutido na ilusão do que vivemos. Se só podemos Ser depois da experiência de não-Ser... Só quando morrer é que serei verdadeiramente. Agora é tudo uma mentira, uma ilusão que parece muito real. É confuso viver neste mundo. É confuso viver no EGO.

Desisto de tentar. Desisto de querer. Desisto de ser.

Que mais há para dizer? Se escrevo para organizar o que penso, escrevo pouco! Ando tão confusa! Resisto a tudo, mas nem é de propósito que estou a trabalhar a resistência, certo? Resistir é uma ... é o quê?
O que significa resistir? É o que gostava de saber. Resistir é ser também. E que significa resistir?
Pode ser uma maneira de continuarmos a ser nós ou voltar as costas a "nós". Que nos diz o estômago? É geralmente ele quem nos dá as respostas. Se pesado, já se sabe... Foi coisa a mais. Sejamos leves nesta existência. Sejamos como a água que fura tudo. E que mais há? Podemos meditar e entrar no nosso ser mais profundo. De momento apetece-me vomitar-me. Libertar-me de quem penso ser, de quem quero ser e deixar ir. Deixar-me Ser. Estou cansada de tentar ser.
LIBERTA-TE! LIBERTA-TE! LIBERTA-TE! Só tu o podes fazer.

Se é tão fácil? Porque parece tão complicado? Como desligar o complicómetro de vez?

Como?

Não quero mais nada, nem comer. Não quero ser gorda. Não quero ser "normal". Não quero ser triste. Não quero ...

O que não sou?
Não sou "normal". Não sou fácil. Não sou de andar a viver uma vida simples ou comum. Não sou errada. Não sou

Não sei!!!

Só me apetece vomitar-me!

...

É assim que vejo quem cria. É assim que me vejo a criar. A vomitar-me! A ser vísceras e alma. As duas vão tão de mãos dadas! Como separar se são juntas? Quero vomitar-me!!! Preciso vomitar-me!




Mas EU SOU ÁGUA! 99%! A Porcaria do resto, do 1%, é que estraga tudo!

terça-feira, 22 de maio de 2012

O coitadinho profissional



Vou falar como empreendedora nesta empresa que é a minha vida. E vou falar de um momento em que os dados giraram de uma maneira que nunca haviam girado antes. Será que a diferença está nos dados? Não! Eu é que mudei e por isso os dados mostram resultados diferentes.

Ok, vou ser mais clara e explicar.

Até agora, tenho quarenta anos, fui o que se pode chamar de "Vítima Profissional".
O que é isto?

Em qualquer situação da minha vida, em vez de olhar os problemas com coragem e mexer o meu traseiro para os resolver, baixava a cabeça e culpava-me de ser burra, incapaz, não merecedora, etc. Era sempre tudo minha culpa e o Universo conjugava-se para me castigar e repreender. Tudo estava errado e o maior erro de todos era EU. Vivia numa injustiça constante.

Que aconteceu entretanto e por que escrevo este texto?
Quando percebi que não era o Mundo que estava a fazer de mim vítima, mas EU quem se sentia vítima, isto deu uma outra perspectiva a tudo o que havia acontecido na minha vida. Todas as situações em que me havia sentido rebaixada, tinha a minha mão. Era EU quem se tinha sentido magoada independentemente de quererem ter-me magoado ou não.

Quando os pais decidiram colocar um monte de esterco no quarto dos filhos gémeos para o aniversário deles, aconteceu o seguinte:
O primeiro foi ao quarto, viu aquilo e ficou muito irritado e triste. Pensou imediatamente que os pais não o amavam. Por que outra razão fariam aquilo?
O segundo, ao entrar no quarto, ficou tão feliz que não parava de saltar. - Com tanta merda, só posso ter um cavalo como presente!!! - Gritou e foi à procura do cavalo lá fora.

É como a história do copo meio cheio ou meio vazio... O copo tem água a meio! Não está nem cheio nem vazio!!! Somos nós quem adjectiva o neutro. E a realidade é neutra. É o nosso ego que a classifica conforme as nossas vivências.

Se ferido, o ego vai classificar todas as experiências de "más". As experiências são o que são, nada mais. Quanto mais magoado estiver o nosso Ego, pior vamos viver essas experiências. Vamos chegar ao quarto, ver o esterco e ficar derrotados; vamos sempre encontrar o copo meio vazio.

Estou desempregada há quatro anos - É a realidade. Não tenho rendimentos de qualquer ordem - é a realidade.
Mas tenho tudo o que preciso. O Universo colocou-me na posição em que eu precisava estar para aprender, crescer, evoluir e assim escrever os meus livros. A realidade é tão generosa que me coloca à frente as pessoas necessárias para que tudo isso aconteça da maneira que tem de acontecer para eu ter a experiência da vida que mais me convém. O Universo sabe - já me conhece!! - que eu preciso de remoer tudo, de reflectir em tudo para avançar um pouquinho. Mas esse pouquinho pode ser um passo de gigante. Lá está, é o Ego a classificar o inclassificável!

A verdade é esta - é o facto de estar desempregada que me permite dedicar todo este tempo a melhorar-me e escrever.
Podia ter continuado a rebaixar-me e a dar o meu poder - aquele em que eu tomo a minha vida nas minhas mãos - e o dou a quem nem sequer conheço. É o que fazemos quando culpamos toda a gente menos a nós próprios do que nos acontece. Em vez disso, resolvi agradecer tudo o que a vida estava a oferecer-me. Durante este tempo, as histórias apareciam com muito mais frequência que o costume. Escrevi-as, deixei-me embalar por elas. Aprendi da situação e faço o melhor dela. Quando percebemos que somos co-autores de tudo o que nos acontece, é fantástico perceber a recuperação da nossa vida.





Quando Passos Coelho afirma que "Estar desempregado não pode ser um sinal negativo." e todos se sentem ofendidos... Só se sente ofendido quem quer. Pessoalmente, estar desempregada foi o melhor que me aconteceu. De que outra maneira poderia ter tanto tempo para escrever os meus livros e viajar para fazer apresentações? De que outra maneira poderia ter a experiência de acreditar que o Universo me fornece tudo o que preciso? De que outra maneira poderia ver tanta generosidade e criatividade à minha volta? As pessoas mais criativas são precisamente as desempregadas!





Quando vi este vídeo do TEDxCascais com o Edson Athayde há uns tempos, achei fantástico como esta pessoa acredita em si, na providência do Universo, tem tanto Amor para dar e, como tal, receber... O Edson Athayde despede-se de todos os empregos e parte para outros terrenos. Está sempre a desbravar novas ideias. Não pára.
Isto é acreditar em si e é viver como o Universo - a cada momento de braços abertos para a vida! Ele sabe que o Universo é impermanente, está sempre a mudar e antes de ser apanhado pelas mudanças, muda!
É preciso muita coragem para viver assim, é preciso estar muito na fonte, muito em Deus! Ou se calhar não! Se calhar será precisa muita mais coragem para viver na dor... Que dizes?

É isto que estou a aprender a fazer – abraçar cada momento da vida com tudo o que tem. Abandono a Adoa Coitadinha Profissional e abraço a Adoa Criativa e Cheia de LUZ. Aquela que ilumina o caminho de quem a rodeia e inspira. Ela sempre esteve aqui embora muitas vezes não lhe prestasse atenção. Tanto tempo "perdido"? Não! Tantas lições aprendidas! O Tempo "gasto" foi o necessário para mim.

A vida não é uma recta, mas está cheia de curvas e caminhos para explorar e tornar-se o mais rica possível. São os caminhos mais inesperados que nos levam a nós. Transformemos o medo na energia que nos ajuda a avançar com um pé, depois com outro e outro. É assim que fazemos o nosso caminho.

sábado, 19 de maio de 2012

Des-Ilusão


As des-ilusões são as coisas mais fantásticas que nos podem acontecer.
Trazem-nos de volta à realidade!!!





A realidade é tudo quanto existe. As ilusões são produto da mente, de...mente.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

RESPEITO



Quando os temas se repetem é porque ainda não estão resolvidos em nós e podem aparecer-nos de muitas maneiras. Geralmente temos amigos que nos ajudam a trazê-los à superfície. E quando não são amigos (aquelas pessoas às quais damos esse nome carinhoso) são os inimigos (aquelas pessoas que nos dão uns empurrões na vida para nos fazer caminhar e nós pensamos mal delas...). Essas pessoas fazem-nos o favor de nos ensinar lições muito importantes ou não se apresentariam à nossa frente.

É assim que tem sido a minha vida e eu, como grande teimosa que sou, quero estar sempre a aprender as mesmas lições como se já não as soubesse de cor. Sei-as mas funciono como se não as soubesse, por isso as repetições. Sou mesmo muito teimosa!

A lição que ando a aprender desde criança é "como me respeitar". É esta a lição que muitas das pessoas que sofrem de Bullying precisam de aprender. Bullying, Mobbying, racismo, homofobia, escolham.

Já a minha irmã tentava ensinar-me esta lição quando éramos pequenas. Tive pessoas de todas as idades e em todas as situações possíveis para me ajudar. Cheguei a ter um patrão que me maltratou e eu deixei. Deixei porque achava que merecia o castigo. Tinha pessoas de todo o tipo a maltratar-me. Eu inclusive. E não duvidem, as pessoas tratam-nos da mesma maneira que nós nos tratamos. Afinal, nós é que lhes dizemos como o fazer.

O primeiro passo começa exactamente por nós. Como podemos começar por nos tratar bem? Talvez através da nossa alimentação? Através da nossa higiene diária? Do nosso diálogo interior? Higiene diária também pode passar pelo nosso diálogo interior. E o que é isso?

Quantas vezes por dia gastamos as nossas energias a falar mal de nós próprios?
- Não faço nada de jeito.
- Não sou capaz.
- Não consigo.
- Não tenho dinheiro suficiente.
- Não mereço.
- ...

Quantas destas frases utilizas no teu dia-a-dia?

Pois! É por aqui que devemos começar. Se mudamos a nossa maneira de pensar, mudamos a nossa maneira de actuar. A nossa tendência é actuar de acordo com o que pensamos, seja real ou não.

De cada vez que pensares que não és capaz de algo, responde a uma simples pergunta: Quantas vezes já foste capaz de fazer o que te propunhas? Certamente muitas. Toma atenção à qualidade do que fizeste. Houve alturas em que caíste e não tardaste a levantar-te. Observa uma criança a aprender a caminhar, a aprender a ler, a aprender a somar. Não era difícil quando estávamos a começar a aprender? Mas depois as tarefas simplificaram-se. Foi a prática que tornou essas tarefas fáceis.

Assim é com a vida. Assim é com o nosso discurso mental.

- Eu consigo.
- Eu sou capaz.
- Eu mereço.
- Faço coisas fantásticas.
- Eu tenho dinheiro suficiente para o que preciso.
- ...

Curiosamente, também houve pessoas que me ensinaram que sempre que eu me respeitava - e dependia também da forma como o fazia - tinha sempre consequências adjacentes.

Lembro-me bem de quando a minha colega Raquel, na escola primária, me deu um beliscão e eu, para lhe mostrar que não tinha gostado, resolvi fazer-lhe o mesmo. Não quis ser queixinhas e defendi-me. Ela foi a chorar contar à professora. Apanhei! Pagar com a mesma moeda não é respeitar-nos e pode não ser o caminho de nos fazer respeitar. É não fazer o que vai contra nós que significa respeitar-nos. Sim, achei que a professora tinha sido injusta, mas a minha colega nunca mais me deu beliscões!




Quando vemos algo com o qual não concordamos mas seguimos em frente, é isto, é aqui que podemos parar e dizer "não!". Depois temos as consequências, obviamente. Já "perdi" trabalhos por causa disso.  Mas a questão é: O que perdi na realidade? Será que perdi alguma coisa? Ou ganhei?

Na verdade, foi o facto de não ter ligado aos indícios do que via à minha volta, porque há sempre indícios, que me meti nas situações. Dali só poderiam sair os resultados que saíram. Qual a novidade? Não fui sempre eu a escolher? Não o fazemos todos?

Não quer dizer que a vida seja mais fácil ao seguirmos o caminho da nossa integridade, é geralmente mais difícil. Apenas significa que o seguimos de cabeça erguida. Há poucas coisas nas quais devemos fincar pé, os nossos direitos podem ser uma delas. O respeito por nós próprios é outra e certamente a mais importante.

A vida dá-nos os desafios para os quais estamos preparados. Nunca duvidem! Deus só dá nozes a quem tem dentes.

sábado, 5 de maio de 2012

As "Pequenas" Coisas da Vida...

 


A não é a preto e branco ou feita apenas de momentos "gloriosos". Os momentos mais saborosos são precisamente aqueles que, de ser tão "pequenos", nos marcam. É a intensidade e o valor simbólico que conta.

Quando era criança, vivia rodeada de pessoas idosas. Gostava especialmente da Esterinha. Ela pedia-me para lhe retirar os cabelos brancos. Dizia que me daria uns centavos por cada um. Nunca percebi qual o problema com os cabelos brancos, adoro os meus. Nunca cheguei a ver a colecção prometida que tinha ganho em tão nobre trabalho! Nunca me fixei nisso. Lembro-me de ir para casa dela. Bebíamos café fraco com torradas com manteiga. Molhávamos no café! Sabia bem! Nunca mais bebi café sem ficar doente e naquela altura bebia-o sem problemas. Ela contava-nos histórias que não me lembro, só de duas. Mas ficava muito concentrada em tudo o que ela dizia.

Lembro-me quando ela me repreendeu por tirar as lapas do nariz e metê-las na boca! E de contar, com ar muito sério, quando lhe mostrei uma abelha morta que encontrei  no nosso quintal, que não se devia matar as abelhas porque também elas eram criaturas de Deus! Lembro-me de ter ficado triste por ela ter pensado que tinha sido eu a matá-la.

Lembro-me de outras histórias. Lembro-me que ela sofria nas mãos de um homem que vivia com ela. Nunca percebi o porquê.

Lembro-me que ela tinha duas bonecas de porcelana que nos deixava pegar de vez em quando. Eram mágicas. As bonecas mais lindas que alguma vez tinha visto! Estavam-nos prometidas - a mim e à minha irmã. Tão-pouco alguma vez as reclamei. Nunca fui de reclamar nada.

Quando ela estava para morrer, fui chamada a visitá-la e não sabia o que dizer. Lembro-me de ter a cabeça cabisbaixa. Estava triste. Foi a primeira vez que vi a morte como uma separação sem solução e chorei. 

A minha Esterinha!

Quando era criança, brincava e ria como todas as crianças, acho. Mas sempre digo que nasci velha. Não sei se por ter crescido rodeada de pessoas idosas ou se por natureza da minha alma já de si bastante introspectiva. Mas foi assim que nasci.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sinceramente, tua.

Há muita gente com medo desta palavra. Mas não é da palavra oca que têm medo, têm medo daquela que realmente diz o que pensamos. Todos nós, ou muitos de nós, gostará de dizer que o é. Para muitos que o afirmam não será verdade embora o desejem. Ninguém conseguirá dizer 100% o que pensa. Gostamos de pensar que sim, mas a verdade é que precisamos muito de ser amados por quem nos rodeia. Precisamos que gostem de nós. Eu preciso!

De cada vez que sorrimos sem necessidade e esperamos que nos sorriam de volta, de cada vez que mostramos o que fizemos para receber um elogio... Sim, precisamos que gostem de nós. Crescemos assim. Aprendemos que é com um sorriso que somos aceites e dói muito quando não o somos.

Tudo o que aprendemos em crianças vamos repetir pela vida fora. É um padrão que repetimos sem consciência. Estamos na vida e só vemos os caminhos que nos ensinaram a ver. Não é culpa de ninguém! Foi assim que aprendemos, é assim que agimos.

Quando aprendemos a sair desse círculo vicioso o Mundo abre-se para nós com muitas mais possibilidades.
Se sairmos do campo da sinceridade e formos ver como reage uma pessoa agressiva, encontramos algo como o seguinte:

Uma pessoa agressiva aprendeu que é batendo que consegue defender-se ou obter os seus objectivos. O medo que a pessoa sente ao falhar nalgum destes pontos torna-se insuportável e só consegue lidar com ele desta forma. Quando a pessoa agressiva começa a perceber que o problema não está nos outros mas em si, todo um mundo se abre. Um Mundo de possibilidades. A partir daqui, esta pessoa será capaz de dialogar, cooperar, ajudar, ver quem a rodeia, etc. Deixará de ser cega e começará a retirar a areia de dor que se provocava até àquele momento. Sei-o porque passei por isto. Passo por isto, já que não existem milagres e os caminhos só se tornam mais fáceis se os caminharmos.

Quanto à "sinceridade", sei que consegue magoar. Dói tanto como um murro no estômago. Talvez mais. Por vezes pode parecer que nos vai matar, mas o engraçado é que nunca acontece! Como podem as palavras matar-nos? Há gestos que o podem fazer e evitámo-los. A "sinceridade" é simplesmente o que outra pessoa pensa sobre nós e nós dela. É a nossa verdade ou a verdade da outra pessoa. O que existe de mal ou mau nisso?



Pela minha experiência pode, pelo contrário, ajudar-nos a crescer. Podemos usar isso para ver outros caminhos que não conseguimos visualizar e são imensos. Vamos sempre aprender se nos dispusermos a isso. Só vejo vantagens! Ademais, mostra-nos quem é a outra pessoa, sem máscaras. Só vantagens!
A mentira, embora útil muitas vezes, suga-nos muita energia. E se usássemos essa energia para coisas bem melhores? Não é outra vantagem?

Uma pessoa que mente vai ter de trabalhar para manter essa e as outras mentiras. Porque vai precisar sempre de outras para manter a primeira. Vai ter de estar sempre a prestar atenção a tudo o que fez e disse. Nunca terá descanso. E vai, eventualmente, ser descoberta. É uma perda de tempo para além de energia.

Se eu cortar caminho simplifico a minha vida, a dos demais, ganho tempo, energia, felicidade. Pode acontecer que encontremos quem não goste ou até use o facto para nos magoar, mas não nos esqueçamos nunca do seguinte: O poder de nos magoar é sempre nosso. Cabe-nos dá-lo a alguém ou não. A escolha é sempre nossa. As consequências também.

sábado, 28 de abril de 2012

In Love

The problem of being InLove is that we position ourselves outside of Love to be there.
Instead, if we ARE LOVE, there's no in or out, just BEING.

domingo, 15 de abril de 2012

Perspectivas

Meio copo vazio.


Quando olharem para esses degraus, não o façam na perspectiva de baixo para cima, ou seja, pensando no que ainda falta andar, mas de cima para baixo, vendo com clareza tudo o que já andaram. E saboreiem tudo o que já conseguiram. 


 Meio copo cheio.


Mereceram-no!